O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou José Júnior Fernandes Mota, de 46 anos, pelo crime de homicídio doloso qualificado, após o trágico acidente que tirou a vida de oito pessoas na BR-153, em Campinorte (GO), na noite do dia 20 de setembro de 2025.
De acordo com as investigações, o motorista conduzia uma caminhonete em alta velocidade e sob efeito de álcool quando colidiu violentamente com um carro onde estavam seis pessoas de uma mesma família, entre elas quatro crianças. O impacto foi tão forte que o veículo foi lançado na pista contrária, atingindo uma carreta que, por sua vez, acabou colidindo com uma motocicleta.
Duas pessoas que estavam na moto também morreram na hora.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista fugiu do local sem prestar socorro e foi localizado horas depois. O teste do bafômetro confirmou a presença de álcool no organismo.
As investigações ainda revelaram que o acusado já havia se envolvido em outro acidente grave em 2018 — também conduzindo a mesma caminhonete, embriagado e sem habilitação. Além disso, ele responde por outros crimes, incluindo homicídio qualificado e roubo majorado.
Com base nessas circunstâncias, o MP entendeu que José Júnior assumiu o risco de matar, configurando o dolo eventual. Por isso, o caso será encaminhado ao Tribunal do Júri, onde o réu poderá responder por oito homicídios dolosos.
A defesa de José Júnior afirmou que ainda não teve acesso a todos os laudos periciais e que apresentará as respostas legais dentro do prazo.
O acidente, considerado um dos mais trágicos do ano em Goiás, gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre impunidade no trânsito, reincidência criminal e a necessidade de punições mais severas para motoristas que dirigem embriagados.
O trecho da BR-153 onde ocorreu o acidente, próximo a Campinorte, é conhecido por registrar alto índice de colisões frontais. A PRF reforça que a combinação de álcool e velocidade é uma das principais causas de tragédias nas rodovias goianas.
Redação
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