O caso do bebê que passou mais de um ano em um cercadinho dentro da UTI cardiopediátrica do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, segue gerando grande repercussão e agora está sob análise do Ministério Público de Goiás (MPGO).
Segundo informações oficiais, o MP ainda não definiu providências criminais em razão da complexidade da situação. O caso está sendo acompanhado pela 11ª Promotoria da Capital, que já obteve medida de proteção para garantir o acolhimento da criança em um abrigo. O processo tramita em segredo de justiça, o que impede a divulgação de mais detalhes.
Conhecido como “Pedrinho”, o bebê de apenas 1 ano e 8 meses cresceu praticamente dentro de um cercadinho hospitalar, sem contato externo e sem estímulos básicos ao desenvolvimento. A internação prolongada não se deu apenas por questões médicas, mas também pela ausência de definição judicial sobre guarda ou adoção.
No dia 3 de setembro, a Justiça determinou o acolhimento provisório em um abrigo, levando em conta as necessidades de saúde do menino. Dois dias depois, em 5 de setembro, ele deixou o Hugol, já em estado estável, consciente e respirando sem aparelhos.
A mãe, G.L.A.S., de 23 anos, nega abandono. Em entrevista, ela afirmou que tentou visitar o filho diversas vezes, mas teria sido impedida pelo hospital. Agora, com apoio de um advogado, busca reaver a guarda e estuda acionar judicialmente o Hugol por suposta negligência.
O Hugol emitiu nota esclarecendo que todo o tratamento foi realizado dentro dos protocolos médicos e que a alta ocorreu de forma regular. O hospital reforçou que todas as tentativas de mediação foram registradas e encaminhadas às autoridades competentes.
Enquanto o MPGO estuda quais providências adotar, o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e Juventude seguem acompanhando o caso. A situação levanta discussões sobre a atuação do sistema de saúde, da rede de proteção à infância e a morosidade da Justiça em decisões que envolvem menores em situação de vulnerabilidade.
Redação
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