Faleceu neste domingo (2), em Goiânia, aos 85 anos, o advogado, jornalista e economista Zanderlan Campos da Silva. Nascido em Rio Verde, Zanderlan construiu uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça do Trabalho, à educação e ao desenvolvimento social e econômico de Goiás.
Zanderlan foi juiz classista da Vara do Trabalho de Caldas Novas até 1998 e também atuou como professor universitário. Em nota, o Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT-GO) lamentou o falecimento e manifestou solidariedade à filha, Mai Li Campos Iglesias, servidora do Tribunal, ao genro, juiz Whatmann Iglesias, e aos demais familiares e amigos.
“A Administração do TRT-GO externa solidariedade à servidora Mai Li Campos Iglesias, filha do senhor Zanderlan Campos, bem como ao juiz Whatmann Iglesias, genro, e aos demais familiares e amigos, por esta perda irreparável”, destacou a nota.
A Câmara Municipal de Goiânia também prestou homenagens, lembrando que Zanderlan era avô do suplente de vereador pelo PSDB, Rodrigo Rizzo.
O presidente da Casa, vereador Romário Policarpo (PRD), ressaltou o legado do goiano:
“Zanderlan Campos da Silva deixa um imenso legado para a advocacia e o jornalismo profissional de Goiânia e de todo o Estado de Goiás, dedicando sua carreira ao desenvolvimento humano nas áreas em que atuou. A Câmara lamenta profundamente sua perda e se solidariza com a família, amigos e colegas de profissão.”
Em suas redes sociais, Rodrigo Rizzo homenageou o avô e destacou sua trajetória multifacetada:
“Meu avô era inquieto — foi advogado, jornalista, economista, pescador, presidente do Vila Nova e juiz classista. Responsável pela emancipação de dezenas de municípios goianos, fundou bolsas de valores, foi jornalista capacitado e perseguido pela ditadura militar, além de maçom de primeira qualidade, com mais de 50 anos de dedicação à nossa Ordem. Foi meu grande apoiador na política, mudou o título de eleitor da amada Rio Quente para votar em mim e esteve presente em todos os momentos do meu mandato.”
O velório de Zanderlan Campos ocorre até as 16h desta segunda-feira (3), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O sepultamento será realizado no mesmo local. A causa da morte não foi divulgada.
O juiz classista era um representante não togado da Justiça do Trabalho, com a função de atuar nas Juntas de Conciliação e Julgamento e nos Tribunais Regionais do Trabalho, representando empregadores ou trabalhadores. A categoria foi extinta pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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