A modelo e influenciadora Mariana Marquini, natural de Itumbiara (GO), afirmou ter sido vetada da seleção da Victoria’s Secret, uma das marcas de lingerie mais famosas do mundo, por manter perfil com conteúdo adulto em uma plataforma de assinaturas.
Segundo Mariana, ela havia sido aprovada em três etapas do processo de seleção, mas recebeu um comunicado da agência responsável informando que sua participação havia sido cancelada. O motivo, segundo ela, seria a existência de vídeos e fotos sensuais publicados na internet.
“Disseram que meu conteúdo era incompatível com os valores da marca e os bons costumes exigidos no casting. Achei contraditório. A indústria da moda explora a sensualidade feminina o tempo todo, mas condena quando uma mulher faz isso por conta própria”, desabafou Mariana em entrevista ao Mais Goiás.
A goiana, que já foi Miss Goiás e musa de Carnaval, mantém um perfil ativo na plataforma Privacy, onde cobra R$ 88,88 pela assinatura mensal. Ela afirma que o conteúdo é feito com profissionalismo e que não pretende abandoná-lo.
“Eu ganho mais de R$ 60 mil por mês com meu conteúdo. Isso é mais do que qualquer campanha tradicional já me pagou. A diferença é que agora sou dona da minha imagem, das minhas regras e do meu corpo”, completou.
O caso reacendeu o debate sobre o moralismo na indústria da moda e o direito das mulheres sobre o próprio corpo. Para muitos, há uma contradição evidente: grandes marcas constroem campanhas pautadas na sensualidade, mas ainda resistem a associar suas imagens a mulheres que produzem conteúdo independente e adulto.
Especialistas apontam que esse tipo de veto reflete um choque entre padrões tradicionais de imagem corporativa e a nova economia digital, em que modelos e criadores de conteúdo controlam diretamente sua audiência e sua renda.
Até o momento, a Victoria’s Secret não se manifestou oficialmente sobre o caso.
“Não existe empoderamento quando a mulher precisa pedir permissão pra ser quem ela é.”
Redação
integracaonews.com.br Portal de Notícias