O jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, fundador da revista CartaCapital e uma das figuras mais influentes da imprensa nacional, faleceu nesta terça-feira (2/9), aos 91 anos, em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a perda e decretou três dias de luto oficial em todo o Brasil em homenagem ao legado do comunicador.
Nascido em Gênova, na Itália, e radicado no Brasil desde 1946, Mino Carta foi responsável por transformar o jornalismo brasileiro. Fundou revistas e jornais que marcaram gerações, entre eles Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ e, por fim, CartaCapital, criada em 1994 e reconhecida por sua postura crítica e independente.
Durante a ditadura militar, esteve à frente de coberturas históricas, como as denúncias de tortura publicadas em Veja em 1969 — episódio que levou à apreensão da revista pela censura. Sua carreira foi marcada por coragem editorial, capacidade analítica e a defesa incansável da democracia.
Internado há cerca de duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Mino vinha enfrentando problemas de saúde ao longo do último ano. Seu velório aconteceu nesta terça-feira, no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, reunindo familiares, amigos, políticos e jornalistas.
O presidente Lula destacou a amizade de mais de cinco décadas com o jornalista e ressaltou sua importância para o país. “Mino Carta foi uma referência de coragem e ética no jornalismo brasileiro. A imprensa livre e a democracia sempre andaram de mãos dadas na sua trajetória”, afirmou o chefe do Executivo.
Políticos, intelectuais e colegas de profissão também prestaram homenagens. Para muitos, sua morte representa o fim de uma era no jornalismo, mas seu legado permanece como inspiração para novas gerações de comunicadores.
Com o decreto presidencial, o Brasil entra em luto oficial por três dias, reconhecendo a relevância de um homem que fez da palavra sua maior arma em defesa da liberdade.
Redação
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