A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizou não apenas apoiadores, mas também sua esposa, Michelle Bolsonaro, que usou as redes sociais para manifestar indignação em tom religioso e político.
Em publicação feita pouco depois do julgamento, Michelle escreveu: “Há um Deus no céu que tudo vê, que ama a justiça e odeia a iniquidade.” A frase, de forte apelo bíblico, foi interpretada como uma resposta direta à decisão da Suprema Corte, que considerou Bolsonaro culpado pela tentativa de golpe de Estado e outros crimes, aplicando pena de 27 anos e três meses de prisão.
Nos últimos dias, Michelle tem intensificado publicações com trechos bíblicos que falam sobre mentiras, injustiças e parcialidade. Em uma das postagens, destacou que “quando a coerência e o senso de justiça prevalecem, não há espaço para julgamentos parciais”.
Ela também compartilhou parte do voto do ministro Luiz Fux, o único a divergir da maioria no julgamento. Para o magistrado, não há provas suficientes de que Bolsonaro tenha liderado a trama golpista, o que justificaria sua absolvição.
Outro versículo usado pela ex-primeira-dama foi Provérbios 6:16-19, que descreve sete coisas que Deus abomina, entre elas a “língua mentirosa”, o “coração que maquina planos perversos” e a “testemunha falsa que espalha mentiras”.
À frente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro tem assumido papel cada vez mais relevante na defesa pública do marido, reforçando o discurso de perseguição política e injustiça. Sua postura fortalece o vínculo com a base evangélica, um dos principais alicerces do bolsonarismo.
Para apoiadores, suas palavras são vistas como esperança de que “a verdade será revelada”. Para críticos, tratam-se de tentativas de deslegitimar as instituições e de manter acesa a chama política de Jair Bolsonaro, mesmo após a condenação.
A condenação do ex-presidente abre uma série de desdobramentos jurídicos e políticos. Enquanto a defesa promete recorrer, a reação de Michelle mostra que o campo bolsonarista pretende transformar a narrativa da “injustiça” em combustível político para mobilizar apoiadores.
Redação
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