A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pretende solicitar um novo encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, com o objetivo de reforçar o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em regime domiciliar.
De acordo com aliados, Michelle deseja apresentar pessoalmente ao ministro argumentos relacionados ao estado de saúde do ex-presidente, destacando o risco de broncoaspiração e a necessidade de cuidados constantes, especialmente durante a noite. Ela também pretende relatar que, segundo a equipe médica, o episódio recente que levou Bolsonaro à internação poderia ter tido desfecho fatal caso o atendimento tivesse sido realizado com atraso.
Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13) em um hospital particular em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia. Conforme boletim médico divulgado nesta quarta-feira (18), houve melhora no quadro pulmonar, mas ainda não há previsão de alta.
Segundo os médicos, a infecção bacteriana foi causada pela aspiração de vômito, situação associada aos soluços recorrentes enfrentados pelo ex-presidente desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Na tentativa de reforçar o pedido de prisão domiciliar, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com Alexandre de Moraes na noite de terça-feira (17), acompanhado do advogado Paulo Cunha Bueno. Após o encontro, Flávio afirmou que foram apresentados argumentos relacionados ao agravamento do quadro clínico do pai.
A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao STF, alegando que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para o tratamento de saúde necessário. Segundo os advogados, a permanência no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, próximo ao Complexo da Papuda, pode agravar o quadro e representar risco à integridade física do ex-presidente.
O caso reacendeu discussões dentro do STF sobre a possibilidade de concessão do benefício. Nos bastidores, há movimentações de ministros que avaliam a situação, especialmente diante da recente internação.
Em janeiro, Michelle Bolsonaro já havia se reunido com Moraes e questionado a possibilidade de concessão de prisão domiciliar semelhante à concedida ao ex-presidente Fernando Collor. Na ocasião, o ministro destacou diferenças nos quadros clínicos, citando que Collor foi diagnosticado com Parkinson e apresentava risco elevado de quedas.
O pedido segue em análise, enquanto Bolsonaro permanece internado sob acompanhamento médico.
Redação: Integração News
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