Itapirapuã (GO) – Dois médicos foram presos em flagrante nesta semana na cidade de Itapirapuã, região oeste de Goiás, por aplicar de forma clandestina o medicamento Mounjaro (tirzepatida 15 mg), importado ilegalmente do Paraguai. A operação foi conduzida pela Polícia Militar, com o apoio da Vigilância Sanitária, e resultou na apreensão de dezenas de frascos do medicamento, seringas, bisturis, anabolizantes e outras substâncias controladas.
De acordo com as investigações, o medicamento era oferecido a pacientes como uma alternativa para emagrecimento e controle de diabetes tipo 2, mesmo sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem comprovação de segurança para uso no país.
Os profissionais — um médico brasileiro e uma médica paraguaia — atendiam em domicílio e também em uma clínica improvisada, desprovida de estrutura adequada e sem alvará sanitário.
“O medicamento foi trazido ilegalmente do Paraguai, armazenado de forma imprópria e aplicado em pessoas sem acompanhamento adequado. Isso coloca a saúde dos pacientes em risco”, destacou um dos policiais que participou da ação.
Além da importação irregular, os dois profissionais foram autuados pelos crimes de:
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Contrabando
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Comércio de medicamentos sem registro sanitário
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Exercício ilegal da medicina (no caso da médica estrangeira)
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Posse de anabolizantes sem prescrição
Segundo o Código Penal, o comércio de medicamentos sem registro é considerado crime hediondo e pode resultar em pena de reclusão de até 10 anos.
As autoridades reforçam que o uso de medicamentos sem prescrição ou registro pode trazer consequências graves, como reações adversas, agravamento de doenças e até risco de morte.
A Polícia pede que a população denuncie práticas ilegais relacionadas à saúde por meio do Disque-Denúncia 181 ou nas unidades da Vigilância Sanitária local.
Redação
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