sábado , 7 março 2026

Médica é espancada por namorado após crise de ciúmes em SP

Vítima sofreu fraturas na face, perdeu parte da visão e ficou com lado do rosto paralisado. Defesa classifica caso como tentativa de feminicídio.

Uma médica de 27 anos viveu momentos de terror no dia 14 de julho, em São Paulo, após ser violentamente espancada pelo próprio namorado, um fisiculturista de 24 anos. O crime, que ocorreu em um apartamento alugado pelo casal para comemorar o aniversário da jovem, deixou a vítima com sequelas irreversíveis e causou grande comoção.

Segundo o relato da médica, a agressão começou após o companheiro ter uma crise de ciúmes porque ela conversava com um amigo homossexual em uma boate LGBT da capital paulista. Mesmo após o rapaz se identificar como gay, o namorado não se conteve. Exaltado, acabou expulso do local pelos seguranças.

Horas depois, ele voltou ao apartamento e iniciou uma série de agressões. A vítima foi atingida com diversos socos no rosto, a ponto de fingir estar desacordada para tentar sobreviver. As lesões foram graves: fraturas múltiplas na face, destruição de estruturas de sustentação do globo ocular e paralisia no lado esquerdo do rosto. Ela também perdeu parte da visão.

A médica precisou passar por cirurgias de reconstrução, incluindo a instalação de placas de titânio. Atualmente, está afastada do trabalho e dos estudos de pós-graduação. Em entrevista, ela relatou que não consegue mais sorrir e afirmou que deseja apagar as tatuagens que fez em homenagem ao agressor.

A defesa da vítima classificou o caso como tentativa de feminicídio, destacando que o acusado não prestou qualquer socorro, mesmo diante da gravidade das lesões. O fisiculturista foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. O Ministério Público denunciou o crime com agravantes de motivo fútil e meio cruel.

O caso reacende o debate sobre a violência doméstica e o feminicídio no Brasil. Para especialistas, a brutalidade das agressões mostra a necessidade de reforçar políticas de proteção às mulheres, além da urgência em denunciar sinais de relacionamentos abusivos antes que tragédias como essa aconteçam.

Redação

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