O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, está escrevendo um livro de memórias e avalia deixar o Brasil para viver nos Estados Unidos. A informação foi divulgada neste fim de semana e já movimenta os bastidores políticos.
Segundo apuração, a obra irá narrar desde os dias em que Cid esteve ao lado de Bolsonaro no Palácio do Planalto até o processo que resultou em sua delação premiada. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão no caso da chamada “trama golpista”, enquanto Cid recebeu pena de dois anos em regime aberto.
A defesa de Mauro Cid apresentou pedido ao STF para extinguir a punibilidade, retirar a tornozeleira eletrônica, desbloquear bens e devolver seus passaportes. Ele também aguarda resposta do Exército para ser transferido para a reserva.
Outro ponto que chama atenção é a possibilidade de Cid se mudar para os Estados Unidos. O militar tem familiares no país — o irmão e a filha mais velha já moram lá — e amigos próximos teriam aconselhado a mudança, diante da grande exposição que enfrenta no Brasil.
A decisão de colaborar com a Justiça gerou reações divididas. Enquanto parte da base bolsonarista passou a chamá-lo de “traidor”, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicou mensagem reconhecendo sua atuação: “Parabéns pelo que fez na história brasileira, Mauro Cid”.
O livro promete revelar detalhes inéditos dos bastidores do poder, o que pode trazer novos elementos ao debate político nacional. Já a possível mudança para os Estados Unidos abre discussões sobre os próximos passos da vida do ex-ajudante de ordens, que segue em evidência mesmo após deixar o centro do governo.
Redação
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