sábado , 7 março 2026

“Malafaia reage à PF: ‘Sou líder religioso, não bandido’”

O pastor Silas Malafaia, um dos principais líderes evangélicos do Brasil, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (20), determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante a ação, agentes apreenderam o celular do pastor no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e cumpriram medidas cautelares que incluem a suspensão do passaporte e a proibição de deixar o país.

Malafaia é investigado em um inquérito que apura uma suposta articulação de atos de coação e tentativa de golpe de Estado, envolvendo também nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao deputado Eduardo Bolsonaro.

A reação de Malafaia

Horas após a operação, Malafaia se pronunciou em tom de revolta:

“Eu sou um líder religioso. Eu não sou um bandido nem um moleque. O que estão fazendo é uma afronta à democracia e à liberdade de opinião”, declarou.

O pastor criticou duramente Alexandre de Moraes, chamando-o de “criminoso” e “ditador”, além de acusar o ministro de estar promovendo uma perseguição política:

“Isso é um crime de opinião dentro do Estado Democrático de Direito. Até meus cadernos com anotações bíblicas foram levados. Isso é humilhação.”

Convocação para 7 de setembro

Em sua fala, Malafaia também anunciou que pretende mobilizar protestos no Dia da Independência, em 7 de setembro:

“Alexandre de Moraes tem que sofrer impeachment, ser julgado e preso. Não vamos nos calar diante dessa tirania.”

Contexto

A operação contra Malafaia faz parte de uma série de medidas do STF contra figuras que, segundo as investigações, atuaram na tentativa de abalar o processo democrático no país.
O pastor, que já foi um dos principais conselheiros de Jair Bolsonaro, é considerado uma das vozes mais influentes do segmento evangélico e, agora, entra no centro de mais uma crise política nacional.

Conclusão: O episódio coloca novamente em evidência o embate entre Alexandre de Moraes e lideranças conservadoras do país. Enquanto a Justiça sustenta que atua para proteger a democracia, Malafaia se coloca como vítima de perseguição e promete intensificar sua mobilização nas ruas.

Redação

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