sábado , 7 março 2026

Mãe e ex-atendente morre queimada e espancada em Rio Verde

Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos, mãe de dois filhos e ex-atendente de padaria, morreu após ser espancada e ter o corpo parcialmente queimado pelo namorado em Rio Verde (GO); o crime ocorreu no dia 7 de julho de 2025, e o suspeito foi preso em 22 de agosto seguindo investigação da Polícia Civil.

Monara vivia em situação de rua e vinha enfrentando dependência química desde a adolescência, tendo tido seu primeiro filho aos 17 anos. Tentativas de retomada de estudos, inclusive em Direito, foram interrompidas pelo vício. Após iniciar um relacionamento em fevereiro de 2025, tornou-se alvo de agressões recorrentes motivadas por ciúmes possessivos do namorado. Ela chegou a sofrer queimaduras anteriormente, quando o homem ateou fogo na casa cedida pelo pai da vítima.

No dia 7 de julho, o corpo de Monara foi encontrado em um terreno baldio no bairro Popular de Rio Verde, com sinais de espancamento e queimaduras. A investigação concluiu que o namorado, de 26 anos, foi o autor do crime; ele já possuía passagens por delitos patrimoniais em São Paulo e estava em Goiás recentemente. O acusado foi preso no dia 22 de agosto.

A irmã de Monara, Nayara, relatou que sua irmã reclamava do comportamento possessivo do companheiro e que, em diversas ocasiões, apareceu com machucados, sem contar à família. A própria família tentou ajudar financeiramente e oferecer abrigo, mas a vítima acabou retornando à vida nas ruas. Nayara agora exige punição rigorosa ao suspeito e busca justiça para a irmã.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Rio Verde. O andamento deve esclarecer detalhes sobre o crime, possíveis falhas de acolhimento social e aspectos jurídicos que envolvem violência de gênero e pessoas em situação de rua.

A morte brutal de Monara em Rio Verde expõe a interseção devastadora entre dependência química, vulnerabilidade social e violência doméstica. Sua história é lembrada não só pela tragédia que a encerrou, mas também por propor reflexão urgente sobre a capacidade do Estado e da sociedade de proteger os mais fragilizados. Que a luta pela responsabilização do autor sirva como um chamado à ação contra a impunidade e pelo cuidado com vidas invisibilizadas.

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