Uma mãe de Goiânia denuncia a falta de preparo de profissionais da rede de ensino após o filho de 9 anos, diagnosticado com Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), se envolver em um episódio de agressão dentro da escola municipal onde estuda, no Setor Faiçálville. O caso aconteceu no último dia 10 de setembro e gerou boletins de ocorrência registrados tanto pela professora quanto pela família.
Segundo a mãe, que é psicóloga e psicopedagoga, tudo começou durante uma partida de futebol na aula de educação física. O menino teria feito um gol contra, e a professora validou a jogada em tom que expôs a criança diante dos colegas. O aluno, em crise de desregulação emocional, gritou e rasgou o colete usado na atividade.
“Meu filho tem laudo, faz acompanhamento, e mesmo assim foi tratado como um problema, não como uma criança que precisa de apoio. Falta preparo para lidar com situações assim”, desabafou a mãe.
Ainda de acordo com a família, no momento em que a professora tentou pegar o colete, ela teria dado um tapa no braço do menino para que soltasse a peça. Em reação, o estudante empurrou a docente, que caiu e sofreu arranhões. A criança ficou com uma marca roxa no braço. A Guarda Civil Metropolitana foi acionada pela professora, o que deixou o menino em pânico.
A mãe também registrou ocorrência para relatar a versão do filho e mostrar as marcas deixadas em seu braço. Desde o episódio, a criança tem frequentado apenas avaliações, acompanhada da avó materna, e não participa normalmente das aulas. A família estuda transferi-lo para outra instituição.
A professora, por sua vez, nega que tenha batido no aluno. Em seu relato, afirmou que tentou acalmar a turma após a crise do estudante, que teria chutado um colega, jogado objetos e rasgado o colete.
O caso reacende a discussão sobre a inclusão de crianças com transtornos comportamentais nas escolas públicas. Especialistas apontam que o Transtorno Opositivo Desafiador exige manejo especializado, com apoio psicopedagógico e estratégias de regulação emocional. Para a mãe, a falta de preparo dos educadores e da gestão escolar agrava a situação:
“Enquanto não houver interesse real em capacitar os profissionais e estruturar as escolas, outras crianças com diagnósticos semelhantes vão sofrer. É uma questão de direitos, de humanidade e de educação inclusiva”, afirmou.
Redação
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