O primeiro ano de Sandro Mabel à frente da Prefeitura de Goiânia foi marcado por embates e ajustes na relação com a Câmara Municipal. Apesar das dificuldades iniciais, o prefeito encerra 2025 com um saldo amplamente positivo junto ao Legislativo. Mesmo diante de quedas de braço ao longo do ano, Mabel conseguiu, de forma gradual, estruturar e fortalecer sua base de apoio, especialmente após a troca na liderança do governo na Câmara, com a saída de Igor Franco e a entrada de Wellington Bessa.
Nas últimas semanas, o prefeito promoveu um almoço com 24 vereadores, movimento que foi decisivo para alinhar a base e consolidar os últimos acordos em torno da Lei Orçamentária Anual (LOA). O texto foi aprovado em definitivo nesta terça-feira (30/12). Na mesma sessão, o plenário também deu aval a um projeto que autoriza o Poder Executivo a contratar uma operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de até R$ 132 milhões.
Ainda nesta terça-feira, a Câmara aprovou o projeto que prevê o fim da Taxa do Lixo. No entanto, o desfecho da matéria foi considerado uma vitória política para o prefeito. Isso porque uma emenda apresentada pelo vereador Thialu Guiotti condiciona a revogação da taxa à apresentação de um estudo de impacto orçamentário e financeiro. Nos bastidores, a avaliação é de que dificilmente o Legislativo conseguirá apontar uma alternativa viável de compensação, o que, na prática, deve impedir o fim da cobrança.
Além disso, nas últimas semanas, os vereadores aprovaram um pacote de benefícios para os servidores públicos, autorizaram a ampliação da destinação dos recursos da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip) e colocaram fim à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn. A investigação foi encerrada com a apresentação de um relatório considerado brando.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
integracaonews.com.br Portal de Notícias