O clima político na Câmara Municipal de Goiânia esquentou nesta semana com dois movimentos que colocam a gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) no centro das atenções: o avanço da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o contrato do Consórcio Limpa Gyn e a retomada da discussão sobre a revogação da Taxa de Limpeza Pública (TLP), popularmente conhecida como taxa do lixo.
Em entrevista, Mabel minimizou os impactos das investidas, mas não poupou críticas à postura de alguns vereadores, afirmando enxergar “pressão por cargos” por trás das ações. “Acabou aquela folga de o cara ter 800 mil reais de cargo”, declarou, em tom irônico, sugerindo que parte da movimentação no Legislativo tem mais relação com interesses políticos do que com a pauta em si.
CEI e a polêmica do lixo
A CEI, que conta inclusive com a assinatura de parlamentares da base governista, foi criada para apurar detalhes do contrato entre a Prefeitura e a Limpa Gyn, responsável pela coleta de lixo na capital. Para Mabel, não há motivo para preocupação:
“Problema nenhum. Não tenho problema com CEI. Pode fazer quantas quiser pra mim.”
O prefeito ainda disse que, se a investigação avançar, abrirá as portas para que todos os 37 vereadores acompanhem de perto a execução dos serviços. “Agora 37 vereadores vão fiscalizar vocês”, afirmou, dirigindo-se à empresa.
No mesmo dia em que o requerimento da CEI foi lido no plenário, o projeto de lei que revoga a Taxa do Lixo foi desarquivado, reacendendo um debate que vinha sendo mantido em segundo plano. Para Mabel, os dois temas não estão diretamente ligados, mas a coincidência de agendas cria um ambiente de tensão política.
Entre a pressão e a gestão
Mabel reforçou que não cederá a medidas que julgar desnecessárias, citando como exemplo a recente suspensão da renovação de um carro blindado. Para ele, a discussão deve se manter no campo do interesse público, e não das disputas pessoais.
“Faz diferença para a cidade, não para mim.”
Enquanto isso, na Câmara, opositores e até aliados mantêm a pressão, aproveitando o momento para testar a força política do prefeito. A disputa em torno da CEI e da taxa do lixo promete movimentar as próximas semanas, com possibilidade de embates intensos entre Executivo e Legislativo.
Redação
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