O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), iniciou uma nova rodada de articulações políticas na tentativa de recompor sua base de apoio na Câmara Municipal após enfrentar derrotas importantes no Legislativo e um cenário de desgaste com vereadores.
Nos últimos dias, Mabel tem se aproximado de parlamentares de partidos como PL e PT, além de outros aliados, numa estratégia de reconstrução de diálogo e fortalecimento da governabilidade. “Mesmo com menos apoio, vamos governar com responsabilidade política e transparência, mantendo o diálogo aberto com todos”, declarou o prefeito.
Medidas administrativas em meio à crise
Para reduzir tensões e tentar reorganizar sua administração, Mabel promoveu mudanças estratégicas. Uma delas foi a exoneração de Diogo Franco, irmão do vereador Igor Franco (MDB), que ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Na saúde, o prefeito antecipou a terceirização emergencial da gestão dos CAIS e da Maternidade Dona Íris, medida que, segundo ele, já gerou uma economia de R$ 3,5 milhões. A decisão, porém, também foi interpretada como reflexo da pressão enfrentada pelo Executivo diante da crise no setor.
Polêmica da taxa de lixo volta ao debate
Outro ponto de atrito com os vereadores é a revogação da taxa de lixo. A Câmara já derrubou a cobrança, mas Mabel insiste que a medida é exigência da lei federal e que suspender a taxa pode trazer riscos jurídicos aos próprios parlamentares.
“Se aprovarem essa lei, todos vão responder com o CPF. A responsabilidade não é só do Executivo”, alertou. O prefeito reforça que os custos com coleta e tratamento de lixo chegam a R$ 800 milhões por ano, enquanto a arrecadação com a taxa representa apenas R$ 150 milhões, tornando inviável manter o sistema sem essa receita.
Tentativa de reorganizar a base
Em meio à crise, o prefeito aposta no diálogo com diferentes partidos para reconstruir uma base mínima de sustentação, equilibrando medidas impopulares com a promessa de transparência na condução da gestão. O desafio é convencer os vereadores de que, sem apoio político, a governabilidade da capital pode ficar comprometida.
Redação
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