sábado , 7 março 2026

Lula lança programa de R$ 5 bi para distribuir gás a famílias de baixa renda

Novo “Gás do Povo” promete beneficiar 15,5 milhões de famílias, mas já levanta debate sobre impacto social e viés político.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte o lançamento do programa Gás do Povo, que prevê a distribuição gratuita de botijões de gás de 13 quilos para famílias de baixa renda em todo o Brasil. A iniciativa deve alcançar 15,5 milhões de famílias cadastradas no CadÚnico, triplicando o número de beneficiados em relação ao atual Auxílio Gás.

O custo estimado do programa é de R$ 5,1 bilhões em 2026, ano em que o petista disputará a reeleição. O investimento será feito por meio de vouchers que poderão ser utilizados exclusivamente para a compra do GLP (gás de cozinha) em revendas credenciadas.

Segundo o governo, a substituição do Auxílio Gás pelo novo modelo começará já em novembro deste ano e a expectativa é que, até março de 2026, todas as famílias elegíveis recebam o benefício.

“Estamos garantindo um direito básico. O brasileiro precisa ter comida no prato e gás para cozinhar em condições dignas”, afirmou Lula durante o evento de lançamento no Aglomerado Vila da Serra, a maior favela de Belo Horizonte.

As famílias poderão acessar o benefício de quatro formas:

  • aplicativo oficial,

  • cartão específico do programa,

  • vale impresso em lotéricas,

  • ou pelo cartão do Bolsa Família.

O valor do voucher será atualizado conforme o preço médio do gás em cada estado, mas não incluirá o custo do frete.

A medida tem como objetivo reduzir o uso de lenha e álcool por famílias que não conseguem comprar gás de cozinha, prática ainda comum entre os mais pobres. Dados do IBGE apontam que mais de 12 milhões de famílias no Brasil ainda recorrem a combustíveis alternativos para cozinhar.

Apesar do impacto social positivo, críticos apontam que o anúncio em pleno ano pré-eleitoral pode ter forte efeito político, já que amplia de forma significativa a base de famílias atendidas em comparação ao programa anterior.

O governo, no entanto, garante que o projeto está dentro do orçamento da União e que não comprometerá o equilíbrio fiscal.

Em Goiás, onde o custo do botijão chega a ultrapassar os R$ 120 em algumas cidades do interior, o programa deve beneficiar milhares de famílias em situação de vulnerabilidade. Especialistas locais avaliam que a medida pode reduzir a pressão sobre a economia doméstica de famílias goianas e impactar diretamente a saúde pública, já que o uso de lenha em fogões improvisados aumenta os casos de doenças respiratórias.

Redação

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