sábado , 7 março 2026

Lentidão da Justiça angustia família de vítima assassinada em Itaguaru

Após quase três anos de espera, julgamento do acusado deve acontecer nesta terça-feira (26) em Taquaral

A família de Sandra Gonçalves Nunes, assassinada em outubro de 2022 em Itaguaru, vive momentos de expectativa e angústia. Depois de quase três anos de espera e dois adiamentos, o júri popular de Juliano José Rodrigues Martins, acusado de matar a ex-namorada, está marcado para esta terça-feira (26), no Fórum da Comarca de Taquaral.

O crime

Sandra foi morta enquanto dormia ao lado da filha de seis anos, após o ex-companheiro invadir sua casa e disparar contra ela. Segundo a investigação, Juliano pegou emprestada a arma de um amigo policial penal, invadiu a residência e efetuou os disparos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. A criança presenciou toda a cena, mas não foi atingida.

De acordo com familiares, o crime foi motivado por ciúmes e suposta traição – versão que eles rejeitam categoricamente. Após o homicídio, Juliano fugiu para Itaberaí, onde se entregou à Polícia Militar e confessou o assassinato.

Adiamentos

O primeiro júri, marcado para fevereiro deste ano, foi cancelado depois que uma jurada antecipou seu voto, descumprindo as regras do Tribunal do Júri. O segundo, previsto para março, também não aconteceu devido às obras no fórum de Taquaral.

“É uma dor que não passa. Cada vez que o julgamento é adiado, a gente revive tudo de novo. Esperamos que, desta vez, a Justiça realmente seja feita”, desabafa o irmão da vítima, Danilio Gonçalves.

Expectativa

O caso ganhou grande repercussão em Itaguaru e região. Para a família, o julgamento representa um passo importante na luta por justiça e na tentativa de amenizar a dor deixada pelo crime brutal.

O réu, que confessou o assassinato, responderá por homicídio qualificado. Se condenado, pode pegar pena de até 30 anos de prisão.

Redação

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