A polêmica envolvendo o influenciador Felca (Felipe Bressanim Pereira) acaba de ganhar um novo capítulo. A Justiça de São Paulo determinou a quebra de sigilo de 233 perfis nas redes sociais que o chamaram de “pedófilo” e outras ofensas graves, após a publicação do vídeo “Adultização”, que já ultrapassa 38 milhões de visualizações.
A decisão, assinada pela juíza Flávia Poyares Miranda, obriga as plataformas X (antigo Twitter) e YouTube a entregarem dados de acesso, datas, horários e informações cadastrais dos responsáveis pelas postagens ofensivas. O prazo é de cinco dias para cumprimento, sob pena de multa diária de R$ 200, limitada a 30 dias.
Ofensas e acordos de retratação
A polêmica começou quando internautas perceberam que Felca seguia perfis de crianças e adolescentes com conteúdo sexualizado. O influenciador explicou que fazia parte de uma investigação para seu vídeo, no qual denuncia a exposição e exploração de menores por criadores de conteúdo. Apesar da justificativa, passou a ser alvo de ataques, com xingamentos como “pedófilo e abusador escroto”.
Foram identificados 233 perfis responsáveis pelas publicações. O advogado de Felca, João de Senzi, informou que não houve pedido de suspensão das contas, apenas remoção dos conteúdos e identificação dos autores. Como alternativa, Felca está aceitando acordos: quem fizer doação de R$ 250 para instituições que combatem a exploração sexual infantil e publicar retratação oficial pode ter o processo encerrado. Cerca de 80 pessoas já aceitaram e se livraram da ação.
Repercussão e medidas de segurança
O vídeo “Adultização” escancarou a sexualização precoce de crianças nas redes sociais e provocou uma onda de debates, denúncias e até investigações contra influenciadores citados. Em entrevista ao podcast PodDelas, Felca afirmou que, após as ameaças recebidas, passou a andar com carro blindado e seguranças particulares para garantir sua segurança.
Com a quebra de sigilo determinada, a expectativa é que os responsáveis pelas postagens sejam identificados nos próximos dias, podendo responder judicialmente por calúnia, difamação e injúria.
Redação
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