sábado , 7 março 2026

Justiça mantém presos suspeitos de ataque com drone e granada por dívida milionária em Goiás

A Tribunal de Justiça do Estado de Goiás prorrogou, nesta semana, por mais 30 dias, a prisão temporária de três homens suspeitos de usar um drone para lançar uma granada dentro de uma residência em Itaberaí. O atentado teria sido motivado por uma dívida relacionada à compra de sementes de milho que não teriam rendido o esperado na lavoura.

O trio investigado — apontado como o credor da dívida, o operador do drone e um comparsa responsável pelo apoio logístico — responde por tentativa de homicídio qualificado, extorsão majorada e porte de artefato explosivo.

Ao decidir pela prorrogação das prisões, o juiz Pedro Henrique Guarda Dias classificou a ação como de “extrema gravidade” e descreveu os investigados como “indivíduos perigosos”. À TV Anhanguera, as defesas de Jabes Miller José de Brito e Jones Jonatas Saraiva de Freitas afirmaram que o caso ainda está em fase de investigação, sem denúncia recebida ou julgamento, e negaram as acusações. O advogado de Abraão de Lima Borges não foi localizado. O espaço segue aberto.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, o atentado, ocorrido entre 15 e 17 de janeiro, foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão. O alvo era um produtor rural, e a granada seria lançada no quintal da casa onde ele vive com a família.

Os três suspeitos foram presos no Mato Grosso no início do mês, quando retornavam para Goiás. De acordo com o delegado Samuel Moura, a distância entre o ponto de operação e a residência pode ter prejudicado o sinal do equipamento e impedido a execução do ataque.

Na primeira tentativa, a granada ficou presa ao drone, que colidiu com uma palmeira e não retornou. Em seguida, outro drone foi enviado para resgatar o primeiro com o uso de uma corda — mas também caiu.

As investigações apontam que os drones e a granada foram adquiridos em Pedro Juan Caballero. No momento da prisão, dois dos suspeitos estavam com outra granada e uma pistola. O terceiro foi detido em Primavera do Leste, apontada como base de operações do grupo.

De acordo com a polícia, o artefato utilizado era uma granada M7, de uso militar. Laudos periciais indicaram que, se tivesse explodido, haveria risco real de morte para todos que estavam na área de lazer da residência.

Os suspeitos também utilizavam perfis falsos em redes sociais com imagens geradas por inteligência artificial e telefones registrados em CPFs de terceiros para dificultar a identificação. Mesmo após a tentativa frustrada, continuaram fazendo ameaças à vítima.

A chamada Operação Cobrança Final cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão. O ataque só não foi concretizado porque os drones colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa na Vila Leonor. Após a queda dos equipamentos, a moradora encontrou os artefatos e acionou a Polícia Militar de Goiás.

Devido ao alto poder destrutivo do explosivo, o Batalhão de Operações Especiais de Goiânia foi mobilizado para realizar a detonação controlada. Desde então, a polícia utilizou inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones para identificar os operadores e os mandantes do crime.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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