sábado , 7 março 2026

Justiça condena líder de quadrilha de golpes digitais a mais de 100 anos de prisão em Goiás

A Justiça de Goiás condenou a mais de 100 anos de prisão o líder de uma organização criminosa responsável por aplicar golpes cibernéticos em escala nacional. A decisão, proferida pela 2ª Vara das Organizações Criminosas, também condenou outros 16 integrantes do esquema, que deverão cumprir penas proporcionais à participação de cada um e pagar, de forma solidária, R$ 5 milhões por danos morais coletivos. Além disso, foi determinado o confisco de joias, veículos e imóveis adquiridos com recursos oriundos das fraudes.

De acordo com a sentença, o grupo tinha como principal alvo pessoas idosas, além de familiares de médicos e advogados. O líder da organização, Wanderson Barbosa da Silva, era responsável por coordenar toda a dinâmica dos golpes, que funcionavam como uma verdadeira “linha de produção”, com divisão clara de funções entre os integrantes.

Segundo as investigações, a quadrilha operava como uma central de fraudes altamente organizada. Parte dos integrantes atuava na coordenação e no controle financeiro, com acesso direto às contas bancárias utilizadas para receber e distribuir os valores obtidos ilegalmente. Entre eles estavam João Gabriel de Oliveira Siqueira, Glauber Henrique Rustiguel do Nascimento, Alexandre Pereira da Silva e Fernando dos Santos Oliveira, condenados a penas que variam entre 41 e 47 anos de prisão.

Outro grupo era responsável por executar os golpes, mantendo contato direto com as vítimas por meio de ligações e mensagens. Esses criminosos se passavam por parentes, médicos, advogados ou conhecidos para solicitar transferências financeiras com histórias falsas de emergência. Faziam parte desse núcleo Kelle Cristina Sousa Lima, Felipe Pereira Machado, Elias Júnior de Oliveira Clarindo, Thalita Rodrigues de Jesus, Michael Jacson Pereira da Silva e Rodrigo de Jesus Ferreira.

Havia ainda os responsáveis por organizar dados das vítimas, reunindo nomes, fotos, telefones e vínculos familiares para tornar os golpes mais convincentes. Nesse setor atuavam Lorrayne Gabriela de Souza e Fernando Barbosa da Silva. Já a abertura de contas bancárias e a movimentação do dinheiro ficavam a cargo de Jhonny Galdino Leda, Tairany Neves do Nascimento, Danielle Braga Carapina e Pablo Felipe Alves dos Santos, que funcionavam como intermediários para dificultar o rastreamento dos valores.

Conforme o Ministério Público, apenas cinco integrantes do grupo movimentaram mais de R$ 14 milhões entre 2021 e 2024. Os criminosos utilizavam celulares com dezenas de chips diferentes para evitar identificação. Em um único aparelho apreendido, a polícia encontrou cerca de 78 mil contatos, o que evidencia a dimensão do esquema e o número potencial de vítimas.

Todo o dinheiro, veículos, imóveis, joias e demais bens apreendidos serão destinados à reparação dos prejuízos causados às vítimas após o encerramento do processo. O valor estipulado para os danos morais coletivos também deverá ser pago de forma conjunta pelos condenados, conforme apurou o Integração News.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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