O júri de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, acusado de assassinar seu sogro, João do Rosário Leão, em uma farmácia no setor Bueno, em Goiânia, foi cancelado nesta quarta-feira (15) após uma pergunta da defesa provocar grande tumulto no tribunal.
Durante o julgamento, os advogados de defesa fizeram uma pergunta à filha da vítima, Kênnia Yanka, insinuando que, se ela não existisse, seu pai estaria vivo. A provocação gerou uma reação imediata do Ministério Público, que considerou o questionamento abusivo e desrespeitoso. A situação gerou uma discussão acalorada e culminou na suspensão dos trabalhos.
Além disso, uma jurada passou mal durante a sessão, que durou pouco mais de duas horas, e o júri foi definitivamente cancelado. Ainda não há uma nova data marcada para a retomada do julgamento.
O crime ocorreu no dia 27 de junho de 2022, quando Felipe Gabriel entrou na farmácia localizada na avenida T-4 e disparou contra seu sogro, João do Rosário Leão, na frente da filha da vítima, que estava grávida. As imagens de câmeras de segurança registraram o momento do crime. A vítima foi socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.
Felipe Gabriel está preso e responde por homicídio qualificado, além de processos relacionados a ameaça e violência doméstica. A defesa alegou que o réu estaria em surto psicótico na hora do crime, mas essa avaliação ainda será feita por uma junta médica nomeada pelo tribunal.
A família de João do Rosário Leão se manifestou sobre o ocorrido no tribunal, expressando indignação com a postura da defesa, que, segundo eles, tratou o réu como se fosse a vítima, causando ainda mais sofrimento para todos os envolvidos.
O caso segue acompanhado pelas autoridades, e a população aguarda a justiça ser feita. A Prefeitura de Goiânia, por sua vez, publicou decreto exonerando Felipe Gabriel do cargo que ocupava na Secretaria Municipal de Mobilidade.
Redação
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