sábado , 7 março 2026

Jovem permanece em estado gravíssimo após ser atingida por fogo dentro de casa em Aparecida de Goiânia

Uma mulher de 23 anos segue internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, após sofrer queimaduras no corpo dentro da própria residência, em Aparecida de Goiânia. De acordo com boletim médico divulgado na segunda-feira (3/2), Emilli Vitória Guimarães Lopes está entubada, respira com a ajuda de aparelhos e não tem previsão de alta. O caso é investigado pela Polícia Civil como possível tentativa de feminicídio.

O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (28/1), na presença da filha do casal, de 3 anos. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) só foi oficialmente informada dois dias depois, quando a criança relatou que “o papai jogou fogo na mamãe”, levantando suspeitas sobre a versão apresentada pelo homem, de 22 anos.

Segundo familiares, a mãe da jovem só foi informada da gravidade do caso na sexta-feira (30/1), por meio de uma cunhada. Diante da situação, ela solicitou à Justiça uma medida protetiva em favor da filha, conforme registro no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

O suspeito alegou à polícia que o acidente teria ocorrido de forma doméstica, afirmando que Emilli teria passado álcool na pia da cozinha enquanto preparava o jantar, provocando uma explosão que atingiu a vítima. Ele disse ainda que colocou a mulher sob o chuveiro para conter as chamas e que não avisou a família porque a própria jovem teria pedido para não preocupar os parentes.

A versão começou a ser questionada após o relato da filha, que também estava no hospital. A criança contou espontaneamente aos avós que presenciou o pai atear fogo na mãe. No momento do incidente, a menina estava na sala e, segundo o pai, quase foi atingida pelas chamas.

Familiares relataram que Emilli já havia sofrido agressões anteriores no relacionamento, chegando a ficar em casa da mãe por um período, mas retornou à convivência com o namorado. Vizinhos também relataram brigas frequentes, principalmente nos finais de semana.

A Polícia Civil mantém sigilo sobre a investigação para proteger mãe e filha, considerada vítima indireta. Até o momento, não há mandados de prisão contra o suspeito, e a jovem segue sem condições de prestar depoimento.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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