Uma mulher de 19 anos, mantida em cárcere privado e ameaçada por seu namorado, obteve na Justiça uma medida protetiva de urgência. O suspeito, Lucas San Thiago Batista Moreira, de 24 anos, deverá manter distância mínima de 300 metros da vítima e está proibido de contatá-la por qualquer meio, inclusive pelas redes sociais. Além disso, a jovem receberá um botão de pânico para acionar a polícia caso as determinações judiciais sejam descumpridas.
De acordo com o inquérito, Lucas responderá por sete crimes, entre eles sequestro, cárcere privado, lesão corporal e ameaça. No interrogatório, permaneceu em silêncio. A audiência de custódia está prevista para esta sexta-feira (31).
O episódio começou após um grave engavetamento que envolveu seis veículos no bairro Jardim América, em Goiânia, no último domingo (25). Na ocasião, o motorista da caminhonete — Lucas — estava embriagado e, conforme a Polícia Civil de Goiás, também havia feito uso de drogas.
Conforme explicado pela delegada Ana Elisa Gomes, titular da Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (DEAM), ele foi autuado em flagrante por homicídio doloso — quando há intenção de matar — e não apenas por crime de trânsito. “Pela forma como ele conduzia o veículo, não qualificamos como crime de trânsito, mas com base no Código Penal. O que descobrimos depois é ainda mais grave”, afirmou.
A vítima, que acompanhava Lucas na caminhonete no momento da colisão, contou que aceitou um convite para uma viagem a Rio Quente. Após flagrar o namorado usando drogas, foi agredida. Segundo o relato, o celular dela foi quebrado quando tentou pedir ajuda e ela foi impedida de sair do apartamento onde estavam.
Já no retorno a Goiânia, Lucas teria parado em uma distribuidora de bebidas e, novamente, ameaçado a jovem de morte. No veículo, os policiais ainda encontraram uma porção de droga sintética.
Entre as vítimas do engavetamento, um auditor fiscal da Prefeitura de Goiânia, de 57 anos, morreu pouco após o socorro. Uma mulher, também envolvida no acidente, sofreu fraturas nos dois braços e segue internada no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).
Segundo o inquérito, Lucas responderá por sequestro, cárcere privado, lesão corporal, ameaça, além dos crimes ligados ao acidente com resultado morte. A audiência de custódia — inicialmente prevista para terça-feira (28) — deverá definir se o suspeito seguirá preso preventivamente ou responderá em liberdade. “Temos convicção de que ele continuará preso, pois os crimes cometidos — ameaça, dano, lesão corporal, violência doméstica e homicídio — são gravíssimos”, concluiu a delegada.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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