Uma jovem de 18 anos, moradora de Senador Canedo (GO), está internada no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) sob suspeita de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica presente em bebidas adulteradas.
De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), o quadro da paciente não é considerado grave. Ela respira espontaneamente, está consciente e vem sendo acompanhada por uma equipe médica especializada. Até o momento, não foi necessário o uso de antídotos para o tratamento.
O caso acende um alerta em todo o estado, já que outros três pacientes também são investigados por possível intoxicação pela mesma substância. Entre eles, uma mulher de 25 anos, internada em Uruaçu, um homem de 47 anos, morador de Padre Bernardo, que apresenta morte encefálica, e um rapaz de 20 anos, de Formosa, que chegou a ter visão turva após consumir vodca e já recebeu alta médica.
Outro caso, inicialmente suspeito em Bom Jesus de Goiás, foi descartado após exames indicarem outro tipo de intoxicação.
Autoridades de saúde investigam se há ligação entre os casos e possível comercialização de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol — uma prática criminosa e extremamente perigosa.
O metanol, diferente do etanol (usado em bebidas comuns), não é seguro para consumo humano. Mesmo pequenas quantidades podem causar cegueira, falência de órgãos e morte. O perigo é que muitas vezes essas bebidas são vendidas como produtos originais, dificultando a identificação pelo consumidor.
O secretário estadual de Saúde, Rafael Câmara, informou que todos os pacientes estão sendo acompanhados e que equipes técnicas investigam a origem das bebidas consumidas.
“É fundamental que as pessoas evitem bebidas de procedência duvidosa. Estamos monitorando os casos e trabalhando para identificar a origem desse possível lote contaminado”, declarou o secretário.
Segundo especialistas, o metanol é absorvido rapidamente pelo organismo e pode causar sintomas como tontura, visão turva, náusea, dor abdominal e confusão mental. Em casos graves, há risco de coma e morte. O tratamento depende da gravidade da intoxicação e do tempo decorrido após o consumo.
A SES orienta a população a denunciar a venda de bebidas sem rótulo, com lacres violados ou preços muito abaixo do mercado. As denúncias podem ser feitas de forma anônima à Vigilância Sanitária Municipal ou à Polícia Civil.
Redação
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