sábado , 7 março 2026

Incêndio na Chapada dos Veadeiros já dura 12 dias

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás continua, pelo 12º dia consecutivo, o trabalho intenso de combate ao incêndio florestal que atinge a região da Chapada dos Veadeiros, no nordeste do estado. Estima-se que mais de 35 mil hectares já tenham sido destruídos pelas chamas, e há risco de que o fogo avance sobre uma área total de até 60 mil hectares, incluindo trechos de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

As equipes concentram os esforços principalmente na região do Rio Preto, no município de Colinas do Sul, próximo à subestação de energia Serra da Mesa II. O objetivo é impedir que o fogo se alastre para pastagens e propriedades rurais próximas, além de preservar as matas nativas da unidade de conservação.

“Estamos atuando em duas frentes principais, com aceiros, combate direto e monitoramento constante. O relevo acidentado e os ventos fortes dificultam bastante o trabalho, mas seguimos firmes”, informou a corporação em nota.

Entre as ações realizadas estão a abertura de aceiros — faixas de terreno limpo que impedem a propagação do fogo —, o combate direto às chamas e o rescaldo, fase que visa eliminar pequenos focos e brasas remanescentes. O trabalho é feito por bombeiros, brigadistas do Parque, equipes do Prevfogo (Ibama e ICMBio) e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Uma das frentes, que ameaçava atingir o Parque Estadual Águas do Paraíso, já foi controlada. No entanto, outra linha de fogo segue ativa em áreas de difícil acesso, exigindo reposicionamento constante das equipes e uso de aeronaves para monitoramento e transporte de pessoal.

O esforço conta ainda com o apoio de fazendeiros e voluntários locais, que têm oferecido equipamentos, alimentos e estrutura logística para ajudar as forças de combate.

O Cerrado goiano, conhecido por sua biodiversidade e beleza natural, sofre todos os anos com incêndios florestais durante o período de estiagem. Especialistas alertam que o acúmulo de matéria seca e as altas temperaturas favorecem a propagação das chamas.

“Cada hectare perdido representa um ecossistema comprometido, com impacto direto na fauna, na flora e até na qualidade da água da região”, explicou um técnico ambiental ouvido pelo Goiás da Gente.

As autoridades reforçam o pedido para que moradores e turistas evitem o uso de fogo, mesmo em pequenas proporções, e denunciem qualquer foco avistado pelo telefone 193.

Redação

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