sábado , 7 março 2026

Homem preso por ameaçar influenciador Felca também vendia material infantil na internet

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (25), em Olinda (PE), um homem acusado de ameaçar de morte o influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, após ele publicar um vídeo denunciando casos de adultização de crianças em redes sociais.

Segundo a investigação, o suspeito, identificado como Cayo Lucas, não apenas teria feito ameaças contra o youtuber, mas também lucrava com a venda de material infantil na internet, o que agravou ainda mais o caso.

Ameaças e investigação

As ameaças foram enviadas por e-mail no dia 16 de agosto, com mensagens dizendo que Felca “corria risco” e “pagaria com a vida”. O conteúdo também incluía acusações falsas de pedofilia contra o influenciador.

No dia seguinte, a Justiça de São Paulo autorizou a quebra de sigilo do e-mail utilizado para o crime. A partir disso, o NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital) e o DEIC conseguiram rastrear o suspeito até Olinda. A operação teve apoio da Polícia Civil de Pernambuco.

 Prisão em flagrante

Durante a ação, realizada em dois endereços, os agentes apreenderam um computador e outros materiais que serão periciados. Além de Cayo Lucas, outra pessoa foi detida por violação de dispositivo informático.

De acordo com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, o homem não só atuava em ameaças digitais, mas também lucrava com a venda de conteúdos envolvendo crianças nas redes sociais.

 Contexto da polêmica

O caso teve início após Felca divulgar um vídeo que denunciava a exploração e a adultização de crianças em plataformas digitais. O conteúdo viralizou e gerou um amplo debate nacional, levando autoridades a se mobilizarem contra esse tipo de prática.

Felca, que possui milhões de seguidores, chegou a relatar em suas redes sociais o medo pelas ameaças recebidas, mas também destacou a importância da repercussão do caso para dar visibilidade ao tema.

 Desdobramentos

A investigação segue em andamento. A polícia busca identificar se há outras pessoas envolvidas na rede de comercialização de material infantil e se o suspeito tinha cúmplices.

Enquanto isso, especialistas apontam que a prisão representa um passo importante no combate a crimes digitais e à exploração infantil, mas reforçam que ainda há muito a ser feito para garantir a segurança de crianças na internet.

Redação

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