Uma mulher foi brutalmente assassinada com dois tiros na cabeça no bairro Jardim do Cerrado, em Goiânia, no último sábado (18). O principal suspeito é seu ex-companheiro, que foi preso em flagrante pouco depois do crime. A motivação, segundo a Polícia Civil, foi o fim do relacionamento, não aceito pelo autor.
A vítima, que deixa dois filhos, já havia solicitado e obtido uma medida protetiva de urgência, que estava em vigor no momento do crime. Mesmo assim, o agressor teria marcado um encontro com a promessa de reconciliação. No entanto, ao ser rejeitado, sacou uma arma de fogo e executou a ex-companheira com dois disparos na cabeça.
Durante a abordagem policial, o suspeito foi encontrado com um revólver calibre .38, que teria sido utilizado no crime. Ele possui diversas passagens pela polícia, incluindo tráfico de drogas, furtos e agressões anteriores à mesma vítima.
“Trata-se de um feminicídio evidente, com histórico de violência, descumprimento de medida protetiva e motivação ligada ao controle e à recusa de aceitar o fim de uma relação”, afirmou o delegado responsável pelo caso.
O caso levanta mais uma vez o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a resposta do Estado diante de denúncias de violência doméstica. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em média uma mulher é vítima de feminicídio a cada 7 horas no Brasil. Em Goiás, o número de casos aumentou nos últimos dois anos.
“Não podemos normalizar que medidas judiciais estejam sendo ignoradas e mulheres continuem morrendo nas mãos de seus agressores”, comentou uma representante de um coletivo de apoio a mulheres vítimas de violência em Goiânia.
O suspeito foi encaminhado ao presídio e deve responder por feminicídio qualificado, posse ilegal de arma e descumprimento de medida protetiva. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) acompanha o caso. Os filhos da vítima estão sob cuidados de familiares.
Fonte: MaisGoiás
integracaonews.com.br Portal de Notícias