sábado , 7 março 2026

Homem desaparecido é encontrado carbonizado em mata de Goiânia, jovem confessa crime por “vingança”

O corpo de Nilson Evangelista Gonçalves, de 54 anos, que estava desaparecido desde o dia 7 de fevereiro, foi localizado em uma área de mata no Residencial Jardim Itaipu, em Goiânia. Os restos mortais foram encontrados nesta sexta-feira (20/2), após um jovem de 23 anos confessar o crime.

Segundo o depoimento do suspeito, o homicídio teria sido motivado por “vingança”. Ele relatou que o corpo foi queimado e ocultado nas proximidades da GO-040 para dificultar a localização.

O avanço das investigações ocorreu após a apreensão do carro utilizado no crime, que teria servido para transportar a vítima de casa até o local onde o corpo foi abandonado. Durante perícia no veículo, investigadores encontraram objetos e vestígios biológicos que foram encaminhados para análise técnica. O material genético deve confirmar oficialmente a presença de Nilson no automóvel e reforçar a participação dos envolvidos.

As buscas foram realizadas por equipes da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) na saída para Aragoiânia. O local indicado pelo suspeito passou por perícia detalhada. Como os restos mortais estavam carbonizados, o trabalho técnico exigiu análise minuciosa para coleta de evidências biológicas que confirmem oficialmente a identidade da vítima.

Até o momento, dois envolvidos foram identificados. O jovem de 23 anos se apresentou espontaneamente no sábado (14) e confessou o crime, alegando ter agido em represália a um suposto abuso contra seu irmão menor — versão ainda não confirmada pela investigação. O comparsa dele foi preso em operação policial. Conforme apurado, a dupla retirou a vítima de sua residência com violência e utilizou o veículo apreendido para levá-la ao local da desova.

O inquérito aponta ainda que os suspeitos tentaram suprimir provas após o desaparecimento. Há relatos de ameaças a testemunhas e tentativas de apagar imagens de câmeras de segurança da região para encobrir a dinâmica do crime.

Inicialmente conduzido pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), o caso passou para a Polícia Civil de Goiás após surgirem indícios de homicídio. A investigação entra agora na fase final de depoimentos e busca esclarecer a motivação exata do assassinato, além de verificar a possível participação de outros envolvidos.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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