Um homem de 47 anos causou pânico em um culto no último domingo (26/10) em São Simão, Sudeste de Goiás, ao entrar armado com uma faca e tentar atacar o pastor da Igreja Batista Nacional Filadélfia. O líder religioso, Welismar Moreira, relatou que o agressor já vinha fazendo ameaças há algum tempo, desde que a companheira começou a frequentar a igreja.
Segundo a Polícia Militar, o homem havia proibido a mulher de participar dos cultos. Ao vê-la na igreja, tentou retirá-la à força do local e desferiu dois golpes de faca em direção ao pastor, que não foram atingidos. Em outro momento, o agressor desferiu uma terceira facada, mas também não conseguiu atingir o alvo. O tumulto gerou correria e pânico entre os fiéis, que usaram cadeiras para conter o homem, que acabou ferido na cabeça.
A esposa do suspeito revelou que ele tem um comportamento violento e ciumento, mantendo uma relação conturbada. Diversas ocorrências já foram registradas contra ele, incluindo casos de violência doméstica que tramitam na Justiça. Segundo ela, a motivação do ataque ao pastor estaria ligada ao dinheiro que ele retirava para seu próprio sustento.
Toda a confusão foi transmitida ao vivo pelas redes sociais e registrada em vídeo pelos fiéis, mostrando o momento de desespero dentro do templo. O homem foi preso em flagrante, recebeu atendimento médico e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele permanece detido na Casa de Prisão Provisória de Quirinópolis.
O pastor Welismar Moreira, que também é psicólogo e acompanha a família, revelou que o agressor abusava financeiramente e psicologicamente da companheira. “Ele estava inconformado porque ela não entregava mais integralmente o salário, usando parte do dinheiro para o sustento da casa. Ele acreditava que a quantia faltante estava sendo entregue à igreja”, disse.
As investigações indicam que o suspeito não possuía emprego formal e utilizava a mulher como fonte de renda, chegando a quebrar objetos e obrigá-la a pedir ajuda na igreja. Em uma dessas situações, a própria mulher chegou a ser contratada temporariamente pelo templo para complementar sua renda, apesar de já trabalhar em dois outros empregos.
“Eu acompanho a família há algum tempo. Ele sempre demonstrou agressividade contra a companheira, inclusive quando ela era contratada pelo templo. No dia do pagamento, ele fazia questão de acompanhá-la, mas apenas para que o salário dela fosse entregue em suas mãos”, reforçou Moreira.
Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira
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