O Governo de Goiás publicou um edital de leilão da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) em 22 de dezembro de 2025, com objetivo de captar cerca de R$ 6,2 bilhões em investimentos destinados à universalização do saneamento básico no estado. A iniciativa busca cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê cobertura de 99% para distribuição de água potável e 90% para coleta e tratamento de esgoto até 2033.
A entrega de propostas está programada para 18 de março, e o leilão será realizado no dia 25, às 14h.
Em meio a boatos sobre privatização, o Secretário-Geral do Colegiado Microrregional de Saneamento Básico, Pedro Sales, garantiu que a Saneago continuará pública. “A Saneago não será privatizada. Ela será pública em definitivo.” Segundo Sales, o leilão não trata de venda da companhia, mas sim da contratação de empresas privadas para acelerar os investimentos via parcerias público-privadas (PPPs).
“As PPPs já são um modelo consolidado em Goiás. Empresas privadas executam obras de infraestrutura que, depois de concluídas, se tornam patrimônio público. É assim que faremos”, afirmou.
O plano estadual divide Goiás em três microrregiões – Oeste, Centro e Leste – cada uma com um colegiado formado por representantes municipais e do governo. O objetivo é definir estratégias, aprovar investimentos e acompanhar a execução dos contratos, garantindo que cidades menores se beneficiem da força conjunta com municípios maiores. “O planejamento regional assegura que todas as áreas recebam atenção, tornando a universalização do saneamento viável até 2033”, explica Sales.
No modelo adotado, as empresas vencedoras do leilão serão responsáveis pela implantação, ampliação, operação e manutenção dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. Os contratos terão duração de 20 anos e as concessionárias devem garantir a eficiência dos serviços, sem alterar o caráter público da Saneago.
O mesmo modelo já foi testado em 2013 em Aparecida de Goiânia, voltado à coleta e tratamento de esgoto. Segundo Pedro Sales, a iniciativa permitiu à cidade passar de uma das piores posições no Ranking do Saneamento, divulgado pela Trata Brasil em 2010, para a sexta colocação em 2025, demonstrando a eficácia das PPPs no avanço do saneamento público.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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