A Polícia Civil de Goiás prendeu três pessoas suspeitas de organizar um falso baile de máscaras de alto padrão no Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da Ordem dos Advogados do Brasil, em Goiânia. O evento, que prometia luxo e exclusividade, teria causado um prejuízo superior a R$ 4 milhões a fornecedores envolvidos na estrutura.
De acordo com as investigações, a principal suspeita é Mayara Cristina Constantino, de 33 anos, apontada como líder do esquema. Também foram presos o marido dela, ex-servidor público federal, e uma cunhada. Nas redes sociais, Mayara se apresentava como consultora de imagem e estilo, acumulando cerca de 7 mil seguidores.
Segundo a delegada Lara Soares, responsável pelo caso, há vítimas em diferentes frentes: tanto fornecedores que investiram na montagem do evento quanto pessoas que adquiriram convites ou produtos vinculados à festa. A suspeita teria convencido empresas a montar uma estrutura luxuosa no local sem realizar qualquer pagamento antecipado.
A fraude começou a ser descoberta no início da semana, quando fornecedores passaram a desconfiar após o não cumprimento de prazos para os primeiros pagamentos. O caso foi levado à Delegacia Estadual de Investigações Criminais, que iniciou as apurações.
Durante a investigação, a polícia identificou que um e-mail utilizado nas negociações — supostamente vinculado a uma representante europeia de uma grife de luxo — havia sido criado pela própria Mayara. A identidade utilizada era falsa, e não havia qualquer autorização de marcas internacionais para o evento.
Além da festa, a suspeita também estaria comercializando bolsas de luxo com valores entre R$ 15 mil e R$ 30 mil, ampliando o alcance do golpe. A Polícia Civil acredita que existam vítimas em diversas regiões do país e, por isso, autorizou a divulgação da identidade dos investigados para facilitar novas denúncias.
Segundo a corporação, a divulgação segue os critérios legais previstos na legislação vigente, com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e reunir mais informações sobre o caso.
Até o momento, a defesa de Mayara Cristina Constantino não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
Redação: Integração News
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