Um levantamento recente revelou que Goiás está no radar da Polícia Federal: o estado concentra 12 emendas parlamentares pagas via Pix, que somam aproximadamente R$ 6,55 milhões, todas sem plano de trabalho registrado.
A investigação foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ação da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof), que identificou falhas e omissões na aplicação desses recursos.
Municípios atingidos
Segundo o relatório, as cidades goianas que receberam os repasses sem a devida comprovação são:
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Trindade – 3 emendas, R$ 2,87 milhões
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Formosa – R$ 990 mil
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Itapuranga – R$ 900 mil
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Minaçu – R$ 400 mil
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Britânia – R$ 396 mil
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Goiandira – R$ 396 mil
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Leopoldo de Bulhões – R$ 297 mil
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Pires do Rio – R$ 300 mil
Esses valores fazem parte do conjunto de repasses conhecidos como “emendas Pix”, modalidade criada em 2020 que permite o envio de verbas da União a estados e municípios de forma direta, sem a necessidade de convênios e com menos burocracia.
Contexto nacional
A situação em Goiás é apenas uma amostra de um problema maior. Em todo o Brasil, a Polícia Federal investiga 964 emendas Pix, que totalizam quase R$ 695 milhões. No estado, outro levantamento do jornal O Popular já havia apontado 45 emendas sob suspeita, com valores que chegam a R$ 24 milhões em 34 municípios.
O que está em jogo
A falta de planos de trabalho abre brechas para desvio de finalidade, mau uso do dinheiro público e corrupção, já que não há garantias de como os recursos estão sendo aplicados.
A decisão do STF reforça a necessidade de transparência e fiscalização, para que a população não seja a maior prejudicada com a má gestão dos recursos que deveriam ser usados em saúde, educação e infraestrutura.
Redação
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