Goiás encerrou o mês de agosto com 892 focos de incêndio em vegetação e florestas, de acordo com dados divulgados pelo Cimehgo (Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás). O número representa uma queda de quase 20% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 1.120 focos.
Apesar da redução no acumulado, algumas regiões apresentaram crescimento preocupante. O Norte do Estado registrou um aumento de 411% nos incêndios, enquanto a região Leste teve alta de 93%. Em contrapartida, o Sudoeste, Centro, Sul e Oeste apresentaram quedas expressivas, chegando a índices de até 97% de redução.
Entre os 246 municípios goianos, 15 se destacaram pelo maior número de ocorrências em agosto:
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Monte Alegre de Goiás – 98 focos
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Padre Bernardo – 34
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Niquelândia – 32
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Vila Propício – 31
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Campos Belos – 29
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Mimoso de Goiás – 27
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Formosa – 25
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Nova Roma – 25
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Água Fria de Goiás – 22
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Itumbiara – 22
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Jataí – 21
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Cristalina – 20
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Edéia – 19
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Goiânia – 19
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Cavalcante – 18
Especialistas alertam que o período de seca prolongada, somado ao chamado fator 30-30-30 — temperaturas acima de 30 °C, umidade relativa do ar abaixo de 30% e ventos superiores a 30 km/h — aumenta significativamente o risco de queimadas.
O Cimehgo reforça a necessidade de denúncias rápidas, do uso de monitoramento por satélite e da atuação ágil de brigadas de combate para evitar que os focos se transformem em grandes incêndios.
O cenário em Goiás acompanha uma tendência observada em todo o país. Dados do Inpe apontam que agosto de 2025 foi o mês com menor número de queimadas no Brasil desde o início da série histórica em 1998. Foram 18.451 focos no território nacional, uma queda de 61% em relação à média dos últimos anos.
Redação
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