O estado de Goiás está em alerta após o registro de cinco casos suspeitos de intoxicação por metanol. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), dois desses casos já foram descartados, mas três continuam sob investigação em diferentes regiões do estado.
Os casos descartados ocorreram em Bom Jesus, envolvendo um homem de 25 anos, e em Senador Canedo, com uma jovem de 18 anos.
Já as investigações seguem ativas nos municípios de Itapaci, Formosa e Padre Bernardo.
Em Itapaci, uma mulher de 25 anos permanece internada após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação química. Em Padre Bernardo, o caso mais grave envolve um homem de 47 anos, que está internado no Hospital de Base de Brasília, com protocolo de morte encefálica aberto.
A SES-GO informou que está acompanhando de perto todos os casos e reforçou o alerta sobre os perigos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, principal forma de contaminação por metanol no Brasil.
O metanol é uma substância altamente tóxica, utilizada na indústria como solvente e combustível. Diferente do etanol (álcool comum), o metanol não é próprio para consumo humano. Pequenas quantidades ingeridas podem causar cegueira, danos neurológicos graves e até a morte.
Segundo especialistas, o corpo converte o metanol em compostos extremamente tóxicos, como o formaldeído e o ácido fórmico, que afetam o sistema nervoso central, fígado e rins.
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e pode incluir uso de etanol como antídoto — que bloqueia a metabolização do metanol — além de diálise para remover a substância do sangue.
As autoridades reforçam que a população deve comprar bebidas apenas de fontes confiáveis e desconfiar de preços muito baixos. Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades de saúde para investigação.
A Secretaria de Saúde e o Centro de Informações e Assistência Toxicológica (CIATox) estão à disposição para orientar sobre sintomas e medidas de prevenção.
Redação
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