Aos 19 anos, o goianiense Angelo Sartorato alcançou um feito raro e altamente disputado no meio acadêmico: a aprovação em oito vestibulares de Medicina, incluindo algumas das universidades públicas mais concorridas do país. A lista de conquistas reúne instituições como USP, Unifesp, Unicamp, Unesp, UFG, UFU, UFMT e, mais recentemente, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), cuja convocação em segunda chamada foi confirmada na manhã desta segunda-feira (9/2).
A trajetória até esse resultado foi marcada por constância, estratégia e alto nível de dedicação. Angelo iniciou uma preparação mais intensa no terceiro ano do ensino médio e seguiu por mais dois anos de cursinho. Segundo ele, os resultados começaram a aparecer de forma gradual, até que o esforço acumulado se transformou em múltiplas aprovações. “Foi muito gratificante. É o momento em que todo esforço é recompensado”, relata.
Para o estudante, o diferencial não esteve apenas na carga horária, mas principalmente na forma de encarar o processo. “Nunca pensei que eu não daria conta”, afirma. Angelo destaca a importância de uma base teórica sólida aliada à resolução constante de exercícios. “É essencial ter uma teoria forte e resolver muitas questões, de níveis e estilos diferentes.”
Durante boa parte da preparação, ele mantinha uma rotina intensa, estudando das 7h às 19h, aproveitando inclusive os intervalos da academia. Em fases mais exigentes, especialmente no terceiro ano, chegava a estudar até às 23h e, em alguns dias, até a madrugada, realizando simulados. Com o tempo, porém, ajustou a estratégia. “Entendi que era melhor estudar com mais qualidade do que por muito tempo”, avalia.
Apesar do amadurecimento na rotina, Angelo reconhece que o processo exigiu renúncias. “Havia cansaço e frustração, principalmente ao ver amigos aproveitando momentos de lazer”, conta. Entre as principais ferramentas de estudo, ele destaca as revisões frequentes, simulados e a resolução massiva de exercícios — em média, 200 por dia, chegando a 400 em períodos específicos, sempre após dominar o conteúdo teórico.
Para quem sonha com uma vaga em Medicina, Angelo deixa um recado direto: não desistir. “É preciso estudar com intensidade e envolvimento real com o conteúdo. E também estar cercado de pessoas que somam, que ajudam a melhorar”, orienta. Ele ressalta ainda a importância do apoio emocional para lidar com a pressão do processo seletivo.
Angelo avalia que conseguiu administrar bem a ansiedade ao longo da preparação, muito por conta do suporte familiar e dos amigos. “Às vezes, uma conversa rápida já muda o astral e te coloca de volta no eixo”, diz.
Questionado sobre a escolha pela Medicina, o jovem aponta uma experiência marcante na infância. “Minha mãe teve câncer quando eu tinha 10 anos. Graças aos bons médicos, hoje ela está bem. Isso me motivou a seguir esse caminho”, revela. Para o futuro, Angelo mantém expectativas positivas: “Tenho muita esperança de me destacar e contribuir com a sociedade”.
A história do estudante goiano reforça que disciplina, estratégia e equilíbrio emocional continuam sendo pilares fundamentais para quem busca vagas entre as mais concorridas do país.
Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira
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