sábado , 7 março 2026

Goiânia lidera ranking de inflação entre 16 capitais em outubro, aponta IBGE

Goiânia registrou a maior inflação do país em outubro, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de 0,96% colocou a capital goiana no topo do ranking entre 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas. Em seguida aparecem Porto Alegre (RS), com 0,33%, e Grande Vitória (ES), com 0,31%.

De acordo com o IBGE, o aumento dos custos da energia elétrica (6,08%) e dos combustíveis (4,78%) foi determinante para o resultado em Goiânia, que destoou da média nacional.

O levantamento é feito mensalmente com base em cerca de 430 mil preços coletados em 30 mil pontos de venda em todo o país. Os valores são comparados com os do mês anterior, permitindo calcular a variação média dos preços — o chamado Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete o impacto da inflação sobre famílias com renda de até 40 salários mínimos. O IBGE também apura o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), voltado a famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Além de Goiânia, as maiores altas foram registradas em Porto Alegre (0,33%), Grande Vitória (0,31%), Belém (0,26%), Aracaju (0,20%) e Recife (0,17%). Já Rio Branco (AC), Brasília (DF), Salvador (BA) e São Paulo (SP) também apresentaram variações positivas, porém mais moderadas, com índices iguais ou inferiores a 0,10%.

Na outra ponta, São Luís (MA) teve o melhor desempenho, com queda de 0,15%. Logo atrás aparecem Belo Horizonte (MG) (-0,15%), Campo Grande (MS) (-0,08%), Rio de Janeiro (RJ) (-0,06%) e Curitiba (PR) (-0,02%).

Enquanto o custo da energia ajudou a frear a inflação no país, em Goiânia o efeito foi o oposto. Isso porque, em outubro, entrou em vigor o reajuste de 18,55% nas tarifas de energia elétrica, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O aumento começou a ser sentido pelos consumidores goianos já no início do mês.

No restante do Brasil, o recuo na inflação foi favorecido pela mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2 (em vigor em setembro) para a vermelha patamar 1. Com isso, a cobrança extra caiu de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, aliviando o valor final da conta de luz.

Outro fator que pressionou a inflação na capital goiana foi a alta da gasolina, que avançou 4,78% em outubro, segundo o INPC. O impacto foi ainda mais sentido pelas famílias de renda mais baixa, mais dependentes do transporte individual.

Em nível nacional, o comportamento dos combustíveis foi bem mais discreto, com variação média de 0,03% no mês. No acumulado do ano, a alta é de 3,65%, e, nos últimos 12 meses, 4,49%, abaixo dos 5,1% registrados no mesmo período anterior.

Na contramão de Goiânia, o índice nacional de inflação apresentou queda de 0,09% em outubro — o menor resultado desde 1998, quando o país registrou variação de apenas 0,02%.

Em setembro, a taxa havia sido de 0,48%, o que representa uma redução de 0,39 ponto percentual. No acumulado de 2025, a inflação nacional soma 3,73%, e nos últimos 12 meses o índice está em 4,68%.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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