A goiana Jhordana Dias, de 26 anos, viveu um momento de forte emoção ao reconhecer o homem suspeito de tentar abusá-la sexualmente dentro do metrô de Paris, no último dia 16 de outubro. O reconhecimento foi feito na manhã de sábado (25), durante um procedimento da polícia francesa, com o apoio de uma intérprete.
O suspeito havia sido preso em Mantes-la-Jolie, cidade localizada a cerca de 60 quilômetros da capital francesa, poucos dias após o crime. O local da prisão é atendido pela mesma linha ferroviária onde aconteceu o ataque, entre as estações Choisy-le-Roi e Villeneuve-le-Roi.
Segundo o irmão da vítima, Cícero Júnior, o momento do reconhecimento foi extremamente difícil. Jhordana identificou o suspeito a partir de fotos apresentadas pela polícia, mas ficou muito abalada e o depoimento precisou ser interrompido várias vezes devido ao abalo emocional.
Cícero também participou de um procedimento separado e confirmou que conseguiu reconhecer o homem com base nas mesmas imagens. O reconhecimento só foi possível graças a um vídeo gravado por uma passageira, que ajudou Jhordana logo após o ataque e registrou o suspeito deixando o vagão.
Por enquanto, as autoridades francesas mantêm o caso sob sigilo judicial, e nem o nome do suspeito nem detalhes da prisão foram divulgados.
Jhordana sofreu mordidas no lábio e cortes no rosto durante a tentativa de estupro. Desde então, enfrenta dificuldades para dormir e sente medo de sair sozinha. Natural de Goiânia, ela estava em Paris há alguns meses para o casamento do irmão, e pensava em permanecer no país.
“Eu nunca esperei tirar a minha irmã do Brasil para ela passar por uma situação dessas. É algo que eu não desejo para o meu pior inimigo. Me emocionei muito ao imaginar o que ela viveu”, desabafou Cícero em um vídeo publicado nas redes sociais.
O caso ganhou grande repercussão na imprensa francesa após ser divulgado pelo jornal Le Parisien, especialmente por causa das imagens feitas pela passageira que ajudou Jhordana. A investigação continua sob responsabilidade das autoridades francesas.
Fonte: MaisGoiás
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