sábado , 7 março 2026

Filhos planejam assassinato de pai bilionário por disputa de herança em Quirinópolis

A disputa por uma herança bilionária teria motivado o assassinato de Jefferson Cury, de 83 anos, planejado pelos próprios filhos, Fernando Alves Cury e Eduardo Alves Cury, com participação do afilhado e de caseiros que trabalhavam na propriedade há cerca de 30 anos. Segundo o delegado Adelson Candeo, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Fernando foi preso em sua residência em Barretos (SP), enquanto Eduardo foi localizado em Coxim (MS), onde estava pescando, sendo o último a ser detido.

De acordo com Candeo, os filhos tentavam obter parte da herança da mãe, falecida em 2016, por meio de ameaças ao pai, mesmo após receberem uma herança parcial de R$ 169 milhões cada. “Eles não demonstraram respeito nem preocupação com o bem-estar do pai. O ódio era evidente: gritos, ameaças constantes e exigência de dinheiro”, afirmou o delegado. Jefferson Cury, conforme a investigação, era um homem humilde e vivia de forma austera, sem luxos pessoais.

Durante a operação, Fernando foi encontrado com três armas de fogo irregulares, todas do mesmo calibre utilizado no crime. Segundo o delegado, acredita-se que uma delas tenha sido usada no assassinato, em um contexto de hostilidade constante dos filhos contra o pai.

Além dos filhos, estão na lista de envolvidos o afilhado do fazendeiro, os pais dele e um corretor de imóveis, cujos nomes ainda não foram divulgados.

O crime ocorreu na fazenda da família, na zona rural de Quirinópolis, na noite de 28 de novembro de 2023. Jefferson Cury foi atingido por um tiro e morreu na hora. Um advogado de 41 anos, que estava no local, foi ferido de raspão na cabeça, mandíbula e mão esquerda. Ele chegou a ser intubado no Hospital Municipal de Caçu e sobreviveu, mas com sequelas graves. Um sétimo suspeito teria sido responsável pelos disparos.

“Estamos diante de um crime de grande complexidade, envolvendo familiares e cúmplices próximos da vítima, motivado exclusivamente por ganância e disputa patrimonial”, destacou Candeo. As prisões ocorreram em Goiás e São Paulo, com cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.

Segundo a investigação, Jefferson Cury estava prestes a assinar um novo testamento, que transferiria seus bens para uma holding familiar. Essa mudança retiraria os filhos da linha direta de herança, eliminando seu direito automático sobre os bens que esperavam receber.

A assinatura do testamento representava, portanto, uma ameaça financeira direta aos filhos, que teriam planejado o assassinato para tentar se beneficiar do patrimônio antes da transferência legal.

Até o momento, as defesas de Fernando e Eduardo ainda não se pronunciaram, e a identidade dos demais envolvidos permanece sob sigilo.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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