sábado , 7 março 2026

Filho mata mãe a facadas no Guará II e diz à polícia que sonhou com o crime antes de cometê-lo

A morte de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, dentro do próprio apartamento, no Guará II, no Distrito Federal, causou comoção entre moradores da região e ganhou novos desdobramentos após o interrogatório do autor do crime. O filho da vítima, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, preso em flagrante, afirmou à polícia que teria sonhado com a cena antes de cometer o assassinato.

Em depoimento prestado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), o jovem relatou que o ataque ocorreu por impulso e que conflitos internos vinham se intensificando devido às diferenças de personalidade entre ele e a mãe. Vinícius afirmou que não foi a primeira vez que sentiu vontade de agredi-la, mas que, em situações anteriores, conseguia se conter, direcionando a raiva para objetos ou entrando em estado depressivo.

Ainda segundo o depoimento, o rapaz declarou não ter sentido culpa ou remorso após o crime e disse que a situação não lhe pareceu estranha, como se já tivesse “vivenciado aquilo antes” em sonhos.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (20/1). De acordo com informações da Polícia Militar, não houve discussão prévia entre mãe e filho. As investigações indicam que Vinícius entrou no quarto da vítima e a atacou de forma repentina, desferindo um golpe de faca no pescoço. Maria Elenice não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Uma tia do autor, de 80 anos, que também estava no apartamento, presenciou o crime e ficou em estado de choque. Após o ataque, Vinícius permaneceu sentado no sofá do imóvel e foi preso em flagrante por policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar, demonstrando frieza diante da situação.

A perícia foi acionada e o corpo da vítima encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

O velório de Maria Elenice ocorreu nesta quinta-feira (22/1), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, sob forte comoção de familiares e amigos. O caso teve grande repercussão no Guará II, onde a vítima residia, na QE 40, Rua 10, no Polo de Modas.

Vinícius passou por audiência de custódia na quarta-feira (21/1), quando a prisão foi convertida em preventiva. À polícia, ele voltou a afirmar que agiu por impulso. “Foi um impulso. Nós temos personalidades diferentes, ela fala bem alto, e eu tenho um pouco de sensibilidade. Acabou que eu ataquei”, declarou.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal como feminicídio.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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