Goiânia – Duas semanas após o anúncio do prefeito Sandro Mabel sobre o fechamento do Bosque dos Buritis às 22h, a promessa continua apenas no discurso. Até agora, nenhuma medida prática foi implementada para garantir a segurança de quem frequenta o parque, palco recente de uma tragédia que chocou a capital.
A medida foi anunciada às pressas no início de agosto, logo após o brutal assassinato do músico Bruno Duarte, de 31 anos, morto dentro do Bosque na madrugada de 26 de julho. O crime gerou comoção e revolta, levantando questionamentos sobre a falta de segurança em um dos cartões-postais mais tradicionais de Goiânia.
Demora na execução
Apesar da promessa firme do prefeito – “Vai fechar. Dez horas da noite”, declarou Sandro Mabel –, o que se vê, passadas duas semanas, é apenas indefinição. A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) afirmam que ainda estão em fase de estudos para viabilizar o fechamento.
Segundo informações oficiais, há entraves como a instalação de grades, reformas estruturais e definição do modelo de vigilância, mas nenhuma data concreta foi apresentada. A gestão municipal promete uma “ampla divulgação” quando tudo estiver pronto, mas não há cronograma divulgado.
Pressão da sociedade
O atraso gera críticas de moradores, frequentadores e especialistas em segurança urbana, que cobram ações rápidas e efetivas para evitar novas tragédias. Para muitos, a falta de agilidade demonstra fragilidade na gestão da segurança pública municipal.
Enquanto isso, o Bosque segue aberto durante toda a madrugada, sem a proteção anunciada. O caso de Bruno Duarte expôs não apenas a vulnerabilidade do espaço, mas também a urgência de medidas concretas que devolvam ao goianiense a tranquilidade de frequentar um dos parques mais simbólicos da cidade.
Redação
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