sábado , 7 março 2026

Fazendeiro condenado a 12 anos por homicídio é preso em sua própria propriedade após fugir do julgamento em Mutunópolis

Um fazendeiro condenado a 12 anos de prisão por matar um funcionário fugiu durante o julgamento e foi preso dias depois em sua fazenda em Mutunópolis. Elizete Pereira de Faria, 54 anos, deixou o fórum justamente quando o júri se reunia para anunciar a sentença na Comarca de Mara Rosa. De acordo com a Polícia Militar, ele optou por não esperar a decisão judicial, tornando-se foragido até ser detido na propriedade familiar na quarta-feira (26).

Em entrevista ao Integração News, o advogado de defesa, Jean Rodrigo Nunes Leal, explicou que o fazendeiro precisou de tempo para organizar os assuntos da fazenda antes de se entregar.

No dia do julgamento, o réu chegou ao fórum acompanhado das filhas e de dois advogados, mas saiu antes que a sentença de 12 anos em regime fechado fosse anunciada. Como não estava preso preventivamente, não houve impedimento para a saída. Com a pena superior a oito anos, o juiz expediu imediatamente o mandado de prisão.

Apesar da sentença ter sido proferida no dia 18 deste mês, Elizete permaneceu foragido por oito dias. Segundo o advogado, “ele se entregou dias depois do julgamento porque era o único responsável pela propriedade rural da família e precisou organizar tudo para que outro familiar desse continuidade ao trabalho enquanto ele cumpre a pena”. Leal também informou que o fazendeiro se entregou de forma voluntária à polícia.

O crime ocorreu em setembro de 2023, motivado por uma disputa de limites entre duas propriedades rurais no norte de Goiás, entre Mutunópolis e Amaralina. Durante a confusão, houve troca de tiros, e Roberto Pereira da Silva, 48 anos, funcionário de uma das fazendas, foi atingido e morreu no local.

Segundo relatos da época, Elizete teria agido sozinho, enquanto o outro fazendeiro envolvido estava acompanhado por mais pessoas. Após o ataque, ele fugiu em uma motocicleta e se escondeu em uma mata, sendo localizado dias depois pelo Batalhão Rural.

Na época do assassinato, armas pertencentes a Elizete foram apreendidas. Além dele, outro fazendeiro envolvido na disputa foi detido por porte ilegal de armas e tentativa de homicídio.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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