A estreia de Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba: Castelo Infinito nos cinemas brasileiros, marcada como um dos lançamentos mais aguardados do ano pelos fãs de anime, se transformou em polêmica. Isso porque o Ministério da Justiça elevou a classificação indicativa do filme para maiores de 18 anos, decisão que surpreendeu o público e gerou uma onda de reclamações nas redes sociais.
No Japão, país de origem da obra, a produção foi classificada para maiores de 14 anos. A própria distribuidora, a Sony Pictures, havia solicitado a mesma classificação no Brasil. No entanto, a análise feita pelo Ministério da Justiça apontou que o longa apresenta “medo, temas sensíveis e violência extrema”, fatores que levaram à restrição de 18 anos.
Adolescentes de 16 e 17 anos só poderão assistir acompanhados dos pais, e quem tem menos de 16 ficará de fora. Para exibição em TV aberta, o filme só poderá ser transmitido após as 23h.
Muitos fãs, principalmente adolescentes, já haviam comprado ingressos na pré-venda e agora não poderão assistir. Nas redes sociais, os comentários expressam frustração e até revolta.
Um jovem escreveu:
“Comprei dois ingressos na pré-venda e ainda comprei cosplay. Agora não sei o que vou fazer, porque só tenho 15 anos.”
Outro reclamou:
“Tenho 17 anos… comprei ingresso na pré-venda, onde dizia que a idade indicativa era 16. Vocês não podem mudar assim do nada para um FILME DE ANIME.”
Um consumidor chegou a registrar queixa no ReclameAqui, pedindo que redes como a Cinépolis reconsiderassem a situação. Contudo, especialistas lembram que a responsabilidade da classificação não é das empresas exibidoras, mas sim do Ministério da Justiça.
A decisão abriu espaço para comparações. Muitos citam que filmes de terror como Invocação do Mal receberam classificação para maiores de 16 anos, enquanto o anime — ainda que com cenas violentas — foi barrado até mesmo para parte do público jovem que o acompanha fielmente.
A polêmica levanta a discussão sobre os critérios da classificação indicativa no Brasil e até que ponto ela deveria acompanhar a recomendação dos países de origem das produções.
Redação
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