A espera por justiça tem sido uma verdadeira tortura para a família de João do Rosário Leão, policial aposentado de 63 anos que foi assassinado dentro da farmácia que possuía no Setor Bueno, em Goiânia. Desde o crime, ocorrido em 27 de junho de 2022, os familiares não param de buscar respostas e uma sentença exemplar para o acusado Felipe Gabriel Jardim.
O júri que julga Felipe, único réu pelo crime, foi recentemente cancelado após uma das juradas passar mal no Fórum Criminal de Goiânia, interrompendo uma audiência que tinha gerado comoção e mobilização. A família de João, que aguardava a decisão vestindo camisetas com pedidos de justiça, segue firme na luta para que a pena máxima seja aplicada.
A filha da vítima, Kennia Yanka, que estava grávida no momento do assassinato, relata a angústia dessa espera que já dura mais de três anos. “Enquanto não tiver uma decisão, a gente não vai conseguir ter paz. Quando o processo acabar estaremos mais aliviadas, porque precisamos que a justiça seja feita para seguirmos adiante”, disse Kennia.
Além do impacto emocional, o julgamento tem sido marcado por momentos difíceis. Durante a audiência, a defesa do réu gerou tumulto ao questionar a filha da vítima sobre aspectos pessoais que nada têm a ver com o caso, atitude que revoltou a família e os presentes.
O advogado da família, Emanuel Rodrigues, criticou a postura da defesa, que tenta desviar o foco da responsabilidade de Felipe pelo crime. “A sociedade de Goiânia não aceitará as cortinas de fumaça criadas pela defesa. Felipe Gabriel Jardim é o único responsável pela morte de João do Rosário Leão”, afirmou.
Felipe está preso em flagrante desde o dia do assassinato e aguarda o desfecho do processo. A família permanece mobilizada, buscando não apenas justiça, mas também a esperança de que a dor da perda tenha uma resposta legal justa.
Redação
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