A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn, criada na Câmara Municipal de Goiânia para investigar a execução do contrato da limpeza urbana, não conseguiu avançar em sua segunda reunião, marcada para esta terça-feira (16/09). O encontro foi cancelado porque nenhum dos documentos solicitados na primeira reunião, realizada no dia 9, foi entregue.
O presidente da comissão, vereador Welton Lemos (Solidariedade), afirmou que a análise desses papéis é fundamental para dar os próximos passos, como convocação de depoentes e oitivas. Sem eles, o trabalho fica travado. “É uma etapa crucial para a CEI. Não podemos avançar sem as informações que pedimos oficialmente”, declarou.
Segundo o parlamentar, se os documentos forem encaminhados ainda nesta semana, uma reunião extraordinária poderá ser convocada para não atrasar ainda mais as apurações.
A CEI foi criada para investigar o contrato da Prefeitura com o Consórcio LimpaGyn, responsável pela coleta de lixo e varrição na capital. O serviço custa cerca de R$ 20 milhões por mês aos cofres públicos. A grande dúvida é: o que realmente está sendo entregue em troca desse valor milionário?
Moradores de diferentes bairros reclamam de acúmulo de lixo, falhas na varrição e serviços que não aparecem no dia a dia da população. O objetivo da comissão é justamente verificar se há discrepância entre o que é pago e o que é executado.
Welton Lemos garantiu que os trabalhos da CEI serão conduzidos com clareza, publicidade e transparência. Mas o não encaminhamento de documentos já no início do processo levanta suspeitas de lentidão e falta de colaboração por parte de órgãos e empresas envolvidas.
“A população precisa saber para onde vai cada centavo desse contrato milionário. Não vamos prejulgar, mas não podemos aceitar que os dados não cheguem à comissão”, reforçou o presidente.
O impasse aumenta a pressão sobre a Prefeitura e o Consórcio LimpaGyn. Sem documentos, não há investigação. Sem investigação, a verdade sobre o contrato de R$ 20 milhões mensais continua escondida.
O Goiás da Gente seguirá acompanhando de perto cada passo da CEI e cobrando respostas. Afinal, o dinheiro é público, e a cidade precisa de serviços de qualidade — não de promessas vazias.
Redação
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