Na noite de segunda-feira (15), a cidade de Praia Grande (SP) foi palco de uma execução que parecia cena de filme de ação. O ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi alvo de uma emboscada meticulosamente planejada.
De acordo com imagens de câmeras de segurança, o carro de Ferraz foi perseguido por criminosos armados. Durante a fuga, ele perdeu o controle, bateu em dois ônibus e capotou na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, bairro Nova Mirim. Testemunhas acreditam que ele já havia sido atingido por disparos antes da colisão.
Após o acidente, três criminosos desceram do veículo usado na perseguição. Dois deles se aproximaram do carro de Ferraz e efetuaram disparos de fuzil, confirmando a execução do ex-delegado. O terceiro permaneceu dando cobertura, enquanto o motorista aguardava no carro.
O ataque deixou ainda duas pessoas feridas – um homem e uma mulher que passavam pelo local.
Na sequência, os assassinos retornaram ao carro e fugiram em alta velocidade. O veículo usado pelo grupo foi encontrado pouco depois incendiado a dois quilômetros da cena do crime, numa tentativa clara de dificultar as investigações.
A Polícia Civil de São Paulo trabalha com duas principais hipóteses:
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Retaliação do PCC (Primeiro Comando da Capital) – Ferraz ficou marcado por sua forte atuação contra o crime organizado durante sua gestão como delegado-geral, tornando-se um alvo declarado da facção.
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Conflitos políticos e econômicos locais – Outra frente aponta para supostas disputas ligadas a licitações da Prefeitura de Praia Grande, nas quais entidades teriam se sentido prejudicadas por decisões que contaram com o apoio ou influência de Ferraz.
Ruy Ferraz Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2020. Reconhecido por endurecer o combate ao crime organizado, ganhou notoriedade nacional justamente por enfrentar o PCC. Fora do cargo, manteve influência em círculos políticos e de segurança pública, o que reforça o peso de sua morte.
O assassinato de um ex-delegado-geral em circunstâncias tão ousadas escancara a ousadia de organizações criminosas e o clima de insegurança que ultrapassa fronteiras estaduais.
Especialistas afirmam que o crime não é apenas um ataque a um ex-policial, mas um recado direto ao sistema de segurança pública do país.
Redação
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