sábado , 7 março 2026

Equipe médica é afastada após morte de menino de 10 anos com apendicite em Águas Lindas de Goiás

A Secretaria Municipal de Saúde de Águas Lindas de Goiás afastou a equipe médica responsável pelo atendimento de Théo Pietro Medeiros, de apenas 10 anos, que morreu na última semana em decorrência de uma apendicite não diagnosticada. A família acusa os profissionais de erro médico, afirmando que o garoto foi levado três vezes a unidades de saúde do município apresentando dores e outros sintomas, sem que o quadro fosse identificado corretamente.

Em nota, a Secretaria informou que está apurando todos os fatos relacionados ao atendimento da criança e que, de forma imediata, afastou os profissionais envolvidos até a conclusão das investigações.

“Ressaltamos que, de forma imediata, os profissionais envolvidos diretamente no caso de possível negligência foram afastados de suas funções até a conclusão das investigações”, declarou a pasta em comunicado ao Mais Goiás.

O órgão afirmou ainda que segue o Protocolo de Londres, metodologia internacional utilizada para apurar eventos adversos em atendimentos de saúde, com rigor técnico e transparência.

“Reiteramos nosso compromisso com a ética, a responsabilidade e a segurança no atendimento à população, assegurando que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas para o completo esclarecimento do caso”, diz outro trecho da nota.

De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML), um laudo confirmou que Théo morreu em decorrência de apendicite. A família relata que o menino começou a sentir dores e foi levado, em 20 de outubro, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Águas Lindas. Lá, os responsáveis foram orientados a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o garoto foi medicado e liberado.

Com o agravamento das dores, Théo retornou à UPA em 22 de outubro, onde fez exames de sangue e raio-X. Segundo o laudo médico, os resultados apontaram apenas acúmulo de fezes, e a orientação foi que a criança caminhasse e tomasse dipirona, ibuprofeno e antibiótico em casa.

No entanto, o menino começou a vomitar e, no dia seguinte (23 de outubro), perdeu a consciência. Ele foi levado novamente à UPA, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, vindo a óbito durante o atendimento.

A advogada da família, Ana Laura Medeiros, lamentou a perda e destacou que o caso representa um alerta para o sistema de saúde.

“Infelizmente, não é mais possível salvar o Théo, mas o clamor é por outras vidas que possam ser salvas com um exame básico, com mais atenção do médico. Se a criança está se queixando, é preciso averiguar melhor. Esperamos que a dor do Théo traga mudança”, declarou.

Redação: Integração News
Jornalista: João Pedro Lira

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