O empresário Juliano José Rodrigues Martins foi condenado a 32 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira Sandra Gonçalves Nunes, ocorrido em 12 de outubro de 2022, em Itaguari (GO). O julgamento foi realizado nesta terça-feira (26), no Fórum de Taquaral de Goiás.
Segundo a denúncia, Juliano invadiu a casa da vítima durante a madrugada, armado com o revólver de um amigo policial penal, e atirou contra Sandra na frente da filha do casal. Em seguida, ainda tentou matar o irmão da vítima, Danilio Gonçalves Nunes, disparando contra ele enquanto dormia.
Após o crime, o empresário fugiu, mas horas depois se apresentou à Polícia Militar em Itaberaí, confessando o assassinato.
A decisão do júri
O Conselho de Sentença reconheceu Juliano como culpado por:
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Feminicídio qualificado (24 anos de prisão);
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Tentativa de homicídio qualificado (6 anos);
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Furto qualificado (2 anos).
No total, a pena chegou a 32 anos de reclusão. Ele foi absolvido da acusação de cárcere privado por falta de provas.
O juiz responsável pelo caso decretou a prisão cautelar imediata, apontando risco de fuga e possibilidade de novas investidas criminosas caso permanecesse em liberdade.
Indenização para a filha
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que a filha da vítima, considerada vítima indireta, receberá uma indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil.
Considerações do Tribunal
Embora o réu não tivesse antecedentes criminais e tenha confessado o crime, a confissão não foi suficiente para atenuar a pena, já que os jurados reconheceram a presença de circunstâncias agravantes, como motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O caso causou grande comoção em Itaguari e cidades vizinhas, reforçando o alerta para a gravidade dos crimes de violência contra a mulher e feminicídio em Goiás.
Redação
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