Aparecida de Goiânia (GO) — O reaproveitamento de garrafas de bebidas alcoólicas, prática comum em eventos e estabelecimentos, tem se tornado uma das principais portas de entrada para o crime de falsificação e adulteração de bebidas em Goiás. O alerta é do empresário Dyego Rocha, diretor comercial da Cerrado+ Distribuição, empresa com sede em Aparecida de Goiânia que vem se destacando na luta contra o reuso irregular de embalagens.
Segundo Dyego, muitas garrafas que deveriam ser descartadas acabam sendo recolhidas por falsificadores e reutilizadas para envasar bebidas adulteradas — muitas vezes com substâncias tóxicas como metanol, produto que pode causar cegueira, coma e até a morte quando ingerido.
“A garrafa é a porta de entrada para o crime. Quando ela volta ao mercado de forma indevida, o consumidor corre sério risco. Nosso trabalho é garantir que isso não aconteça”, explica o empresário.
Para combater esse problema, a Cerrado+ desenvolveu um sistema de logística reversa e destruição controlada de garrafas, realizado após grandes eventos e parcerias com bares e distribuidores. As embalagens recolhidas são levadas para locais autorizados, onde passam por processos de quebra e descarte seguro, impedindo qualquer possibilidade de reuso criminoso.
A empresa atua em conjunto com fabricantes e recicladoras licenciadas, garantindo que todo o processo seja rastreável e ambientalmente correto. Segundo Dyego, o foco é unir responsabilidade ambiental e segurança pública.
“A destruição das garrafas é feita com controle total. Cada lote tem origem e destino identificados. Isso impede que embalagens retornem para o mercado paralelo”, detalha.
Nos últimos meses, diversos estados registraram casos de intoxicação por bebidas falsificadas com metanol. Em Goiás, autoridades de saúde e segurança intensificaram fiscalizações após suspeitas de envenenamento.
Uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Saúde, o Procon e a Polícia Civil foi montada para investigar a origem dos produtos irregulares. Cinco pessoas já foram conduzidas para depoimento, e a investigação segue em andamento.
A adulteração de bebidas é crime previsto no artigo 272 do Código Penal Brasileiro, com pena de 4 a 8 anos de reclusão quando há intenção comprovada.
Além da atuação técnica, a Cerrado+ também realiza um trabalho educativo, promovendo campanhas de conscientização junto a bares, casas noturnas, promotores de eventos e distribuidores.
O objetivo é alertar sobre os riscos do reuso indevido e incentivar práticas seguras no descarte de embalagens.
“O combate à falsificação começa na conscientização. Quando cada estabelecimento entende a importância do descarte correto, a sociedade toda ganha em segurança”, conclui Dyego Rocha.
A iniciativa da Cerrado+ mostra que responsabilidade ambiental e segurança pública podem caminhar juntas. Além de evitar o reuso indevido de embalagens, a empresa contribui para a redução de resíduos sólidos e reforça a importância da ética no setor de bebidas.
O projeto goiano já serve de exemplo para outras distribuidoras do país e mostra que o caminho para um mercado mais seguro passa, primeiro, pelo comprometimento com o consumidor.
Redação
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