O empresário Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, voltou para a prisão nesta quarta-feira (13) após participar de audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A Justiça manteve a prisão temporária por mais cinco dias, no âmbito da Operação Ícaro, que investiga um esquema bilionário de corrupção envolvendo auditores da Secretaria da Fazenda de São Paulo e grandes empresas do varejo.
Esquema bilionário de propinas
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o esquema teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas pagas a auditores fiscais para liberar créditos de ICMS de forma fraudulenta. Entre os alvos da operação estão, além de Sidney Oliveira, Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o “cérebro” da organização criminosa.
Investigações indicam que Artur participava de todas as etapas do processo de ressarcimento e recebia pagamentos proporcionais aos valores liberados. Outras empresas também são citadas, como a Rede 28 Postos de Combustíveis, Allmix, Calunga e Grupo Nós (responsável pelas lojas Oxxo no Brasil).
Prisão mantida e investigação sob sigilo
O advogado de Sidney Oliveira, Arthur Fiedler, declarou que ainda não teve acesso aos autos devido ao segredo de Justiça que envolve o caso. A manutenção da prisão temporária, segundo o MP-SP, visa impedir a interferência de investigados nas apurações e evitar a intimidação de testemunhas.
A Operação Ícaro segue em andamento e novas fases não estão descartadas. Caso surjam novas provas, a prisão temporária poderá ser convertida em preventiva.
Redação
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